domingo, 12 de julho de 2015

Baile do Carmo - Araraquara

https://carousel.dropbox.com/photos/cc/8IMWEs26HU8yn97

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Assista a "Comissão Nacional da Verdade sobre Escravidão Negra chega a Araraquara." no YouTube

Assista a "Comissão Nacional da Verdade sobre Escravidão Negra chega a Araraquara." no YouTube - https://youtu.be/pcuY6uSVSIc

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Posse da UNE - UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES

a da UNE, Carina Vitral, convida V. EX.a para a posse da diretoria da
União Nacional dos Estudantes
Gestão 2015/2017
Dia 14 de julho de 2015 às 17h - Plenário 13 - Anexo 2
Câmara dos Deputados - Brasília - DF
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Seminário da 'Comissão da Verdade da Escravidão' - OAB ARARAQUARA SP 11.07


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: rute lofrano <rute.lofrano@gmail.com>
Data: 7 de julho de 2015 17:48
Assunto: Seminário da Comissão da Verdade da Escravidão
Para: 5ª ARARAQUARA <araraquara@oabsp.org.br


O Seminário da Comissão da Verdade da Escravidão, será realizado no dia 11/07 e terá a seguinte pauta:
·        Local - anfiteatro da UNIARA
·        8:00 às 8:30 –– credenciamento
·        8:40 – Hino Nacional e Hino da Negritude cantados pelo Maestro Roberto Expedito Casemiro.
·        9:00 - Composição da mesa
·        9:15 - Abertura– Dr. João Milani Veiga - Presidente da 5ª Subsecção da OAB/SP – tempo 10 min.
·        9:25 - Fala do Dr. Jamil do Nascimento – Conselheiro da Seccional da OAB São Paulo representando a presidente da Seccional da OAB São Paulo Dra. Ivete Senize.
·        9:35 - Posse da Comissão da Verdade da Escravidão
o   Presidente -  Dr. Darci Honório
o   Vice Presidente -  Dr. Cláudio Lucio Claudino
o   Secretária - Dra. Rute Corrêa Lofrano
o   Composição da Comissão da Verdade da Escravidão:
§  UNESP;
§  NUPE (Núcleo Negro da Unesp para Pesquisadores em Extensão) de Araraquara;
§  UNIARA;
§  NEAB (Núcleo de Estudos Afro Brasileiros) da UNIARA;
§  CEPPIR: Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial;
§  COMCEDIR; Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo;
§  Centro de Referência Afro “Mestre Jorge”; (Prefeitura Municipal de Araraquara);
§  Fundação Casa;
§  Lideranças do Movimento Negro;
§  Professores da rede de Ensino Municipal e Estadual;
§  Universitários e Simpatizantes da causa negra. 
                 
                 ·          9:45 - O que é a Comissão da Verdade da Escravidão – finalidades -   Dr. Darci Honório – 10 min.

·          10:00 - A Comissão da Verdade da Escravidão Nacional – Dr. Humberto Adami
·          10:30 – Café
·          10:45 - A Comissão da Verdade da Escravidão Estadual - Dr. Marco Antônio Zito Alvarenga  - 20 min
·          11:05 - Coordenadora Estadual de Políticas para População Negra e Indígena - Elisa Lucas Rodrigues – 20 min
·          11:25 -  Fala do Poder Executivo/ Legislativo/ Judiciário - 10 min para cada um
·          12:00 – Encerramento.


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Atenção ao Parecer da CPI da Violência contra Juventude Negra

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/491860-RELATORIO-DA-CPI-DA-VIOLENCIA-CONTRA-JOVENS-NEGROS-GERA-DIVERGENCIAS-ENTRE-DEPUTADOS.html

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Maçonaria, Tráfico de Escravos e o Banco do Brasil



Maçonaria - Tráfico de Escravos e o Banco do Brasil

Baseado em documentos autênticos, este livro traz diversos artigos que quebram paradigmas historiográficos não só do Brasil como da América Latina, nos quais a Maçonaria esteve inserida. O texto que discorre sobre as Lojas Lautarinas derruba o mito de que teria havido uma Grande Loja em Londres liderada por Francisco Miranda, que teria iniciado homens famosos, como Simón Bolívar, Bernardo OHiggins, San Martín e outros. O historiador William Almeida de Carvalho explica que os maiores historiadores maçônicos e profanos, como Américo Carnicelli, Jaime Eyzaguirre, José Castellani e Américo Jacobina Lacombe, sempre acreditaram nisso. Portanto, o que é apresentado aqui será um marco em termos de avanço historiográfico. Outro tema instigante abrange o tráfico de escravos como grupo estratégico de empresários e banqueiros na história do Brasil, que financiaram a independência do país. A obra ainda contém a biografia de nomes importantes no cenário mundial, como Conan Doyle, René Guénon e Oscar Wilde, além de uma homenagem ao escritor e historiador maçônico Kurt Prober. Trazendo à tona assuntos como: Teologia Maçônica, Banco do Brasil, Maçonaria na Espanha e muito mais, este livro expõe uma bela novidade na nossa historiografia.
William Almeida de Carvalho - Obreiro da Loja Equidade & Justiça nº 2336, Grau 33, MPS, QCCC, ex-Diretor da Biblioteca do GOB, ex-Secretário de Educação e Cultura do GODF - GOB; autor de diversos livros e artigos sobre Maçonaria (www.freemasons- freemasonry.com/carvalhofr. html), sócio fundador da Loja de Pesquisa do GOB; membro da Scottish Rite Research Society, da Academia Maçônica de Letras do DF, do Brasil e da Paraíba (correspondente), da Southern California Research Lodge, da Philalethes Society e da Masonic Library and Museum Association; representan¬te do GOB em Con¬¬¬gressos Maçônicos Internacionais em Santiago do Chile e em Edimburgo, na Escócia; membro do Instituto Histórico e Geográfico do DF e da Academia de Letras de Brasília; ex-Secretário de Estado do Distrito Federal; ex-subchefe do Gabinete Civil da Presidência da República; sociólogo e pós-graduado em Administração Pública e doutor em Ciência Política pela Panthéon-Sorbonne; professor da Associação Brasileira de Orçamento Público (ABOP) e conferencista oficial da Asociación Internacional de Presupuesto Público (ASIP). Pela Madras Editora, William Almeida de Carvalho publicou a obra História do Grande Oriente do Brasil, que traz na primeira parte o texto de um dos mais respeitados historiadores maçônicos do Brasil, José Castellani.

domingo, 5 de julho de 2015

Uma discriminação sentida na pele que se transforma em exemplo de luta


04/07/2015 23h00 - PELA IGUALDADE
Uma discriminação sentida na pele que se transforma em exemplo de luta
Márcia Mazzei
mmazzei@jj.com.br
© Fabiano Maia
Ademir José da Silva compõe a Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas da Prefeitura de Jundiaí como analista de gestão em direito
Ele nasceu em Mato Grosso do Sul, vive em Campinas, mas é na Prefeitura de Jundiaí, que desde 2012, o advogado Ademir José da Silva, divide boa parte de sua experiência no Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, além do apoio jurídico concedido a Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial. O despertar de toda esta vontade emgarantir direitos iguais, independente da etinia, garantiu a ele o convite para integrar a Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no País. Hoje, ele faz a diferença, faz diferente e espera pela mudança que ainda virá e que contempla todas as cores.

Jornal de Jundiaí: Como o senhor recebeu a convocação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campinas para integrar a Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no País?
Ademir da Silva: Desde 2003 eu participo de comissões da OAB, entre elas, a de Igualdade Racial. Eu acredito que o convite veio do vasto trabalho desenvolvido ao longo da minha história na comunidade negra e que chegou a Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra.

JJ: Como será o trabalho desenvolvido por esta comissão?
AS: Na verdade, os trabalhos estão em fase embrionária, embora a comissão nacional já está instalada. Composta por representantes dos 27 estados, a comissão tem como objetivo levantar, documentar e analisar o processo de escravização que, oficialmente, se estendeu por 354 anos, mas que pelo nosso entendimento ainda existe no Brasil. Hoje, não apenas pelos negros, mas sabemos de trabalho escravo praticado de forma ilegal no País. A outra frente da comissão será levantar uma possibilidade de responsabilidade do Estado com relação a este processo. A terceira vertente será a proposição de políticas afirmativas de inserção de forma concreta de integração, participação e apropriação de tudo o que se produziu neste país e que hoje ainda os afrodescendentes estão muito distantes.

JJ: Neste sentido, o senhor teria algum exemplo?
AS: Entre os cargos criados no Brasil, hoje, tanto nos três poderes, como na iniciativa privada, apenas 18% são ocupados por negros. No Supremo Tribunal Federal não há um negro. O Supremo Tribunal de Justiça eu conheço apenas um negro, o mesmo vale para o Tribunal Superior do Trabalho. Entre os 39 ministros da Presidência da República, apenas a de Política e Promoção da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes é negra. Em contrapartida, as estatísticas apontam que 52% da população é negra.

JJ: E o racismo institucional?
AS: É o olhar de naturalidade da sociedade diante da ausência de negros nas instituições, como se não houvesse capacidade ou interesse dos negros em ocupar estas vagas. Basta passar os olhos pelas galerias de fotografias das Câmaras municipais, prefeituras e instituições de outras instâncias que se constatará a ausência quase que toral das mulheres e dos afrodescendentes. A democracia avançou muito, mas a sociedade ainda é predominantemente branca e masculina.

JJ: As cotas permite aos negros esta igualdade ou é mais uma ferramenta de discriminação?
AS: Hoje, 80% dos juízes que prestam concurso para ingressar o Poder Judiciário. Isso também é cota. Na época do Sarney, em 1986, foi criada a Lei do Boi, que instituiu vagas para os filhos de fazendeiros garantirem vagas nas escolas agrícolas. Isso também é cota e existe até hoje. Existem cotas para os deficientes físicos. ou seja, as cotas para os afrodescendentes não é novidade. Se fizermos uma análise de todo o arcabouço histórico dos negros, verificaremos que somente em 1993, em uma conferência internacional de direitos humanos, na Suiça, o governo brasileiro reconheceu que ainda não tinha resolvido o problema da discriminação. A partir daí, ficou decidido corrigir esta discriminação racial, por meio da criação de políticas compromissadas com a reparação deste processo de escravidão. No Brasil, temos as políticas afirmativas, cujas cotas são apenas uma espécie para que os negros tenha maior participação em diferentes esferas institucionais. Ou seja, as cotas é um instrumento de discriminação positiva, sendo que anegativa nós já temos que é 100% de cotas nas instituições para os não negros. Se temos 50% da população negra, porque apenas 20% das vagas são destinadas aos afrodescendentes.

JJ: O senhor já sofreu alguma discriminação?
AS: Até os meus 18 anos de idade eu nunca sofri qualquer tipo de discriminação. Hoje, eu sei que até tive momentos que poderiam ser caracterizados como disciminatórios. Após os 18 anos, eu vivi uma situação triste. Eu morava na avenida Orozimbo Maia, em Campinas, e trabalhava como alfaiate. Ao fazer a entrega de uma roupa, o porteiro do prédio sugeriu que eu utilizasse o elevador de serviço. Este caso mexeu comigo, porque despertou um sentimento de baixa autoestima. Quem discrimina nem imagina o mal que causa. Há casos de pessoas que se deprimem. Uma outra situação de discriminação aconteceu quando eu tentei me tornar sócio de um clube de Campinas e enfrentei dificuldades. Na época, eu trabalhava em uma multinacional e o meu gerente, que era sócio do clube, decidiu me ajudar. Foi quando eu descobri que o único sócio do clube negro era o Amaral, zagueiro central da seleção brasileira. Neste momento eu assumi o desejo de lutar pela igualdade racial e, ao me associar ao Clube Cultural Recreativo Campinas, que foi fundado por um grupo de pracinhas negros que estiveram na 2ª Guerra Mundial. Foi quando comecei a desenvolver este trabalho que segue na minha vida até hoje.

JJ: Como o senhor vê as relações sociais dos negros na sociedade? 
AS: Eu vejo como um processo que todos os brasileiros têm que resolver: cada um na sua parcela de intolerância. Nós não temos condições de ter um País viável onde quase 50% da população vive em situações aleijado. Eu tenho amigos negros que sonham em ser médico, mas não possui condições e não é por falta de força de vontade. Tudo é consequência: quando uma empresa não aceita um negro da recepção, ela não só esta tirando este afrodescendente dali, como tira a possibilidade do filho deste negro estudar em uma universidade.

JJ: Qual o maior direito que o negro ainda não conseguiu conquistarar?
AS: O direito material, nós só temos o direito formal. Nós temos uma estrutura que não reflete o que a lei prega. Hoje, nós temos que buscar o direito na prática. Se somos todos iguais diante da lei, temos que ocupar o mesmo espaço, os mesmos cargos e na mesma proporção.

JJ: Como o senhor enxerga o futuro do negro na sociedade?
AS: Eu sou um otimista. Eu vejo o futuro com bons olhos. Nós vivemos um momento de discussão, debate e consciencia de que podemos ter um País muito mais forte. Todas as instituições, pública e privada, devem olhar para o arco iris que é o Brasil, teremos um futuro brilhante pela frente.

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