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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Brazil in Black and White

Some years ago, a have a participation in this film "Brazil in Black and White". Humberto Adami Santos Junior

terça-feira, 27 de maio de 2014

ADAMI com Adam Stepan

No pit stop de Congonhas, o agradável  bastante encontro com Adam Stepan, que  filmou  "Brazil in Black and White". Na foto, a companhia de William Eimicke, de Columbia University.
O filme "Brazil in Black White" fez grande sucesso nos Estados Unidos e retratou o momento inicial das cotas no vestibular da Unb; o cerco à Reitoria da Usp; e as iniciativas do IARA Instituto e Advocacia Racial e Ambiental na inventigação da desigualdade racial em bancos; forças armadas, cotas nas universidade. mercado de trabalho, bem como eventos com apoio da Fundação Ford, que colocaram em cena muitos dos advogados que estão hoje a defender a população afrodescendente.Registra ainda a visita do NAACP ao histórico Seminário "A DEFESA LEGAL DAS AÇÕES AFIRMATIVAS", com colaboração do consulado norte-americano do Rio de Janeiro. No filme aparecem Frei Davi, Humberto Adami, Thiago Thobias, Silvia Cerqueira, dentre outros que estiveram nas mais variadas posições em favor dos afrodescendentes no Brasil. 

Adam Stepan   

quarta-feira, 9 de abril de 2014

ADAMI com Lamachia

Humberto Adami e Claudio Lamachia.  Parceria de 20 anos, com o Vice Presidente Nacional do Conselho Federal da OAB Ordem dos Advogados do Brasil.

ADAMI com Lamachia

Humberto Adami e Claudio Lamachia.  Parceria de 20 anos, com o Vice Presidente Nacional do Conselho Federal da OAB Ordem dos Advogados do Brasil.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sindicato e Iara entregam ofício à Câmara cobrando ensino da história afro-brasileira nas escolas


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Ter, 01 de Abril de 2014
louraci
Secretária de Assuntos Parlamentares do Sindicato, Louraci Morais protocola ofício na CDHM da Câmara
 
Dois dias depois da realização do Brasília Debate sobre discriminação racial, o Sindicato entregou, na quinta-feira (27), ofício à Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados reivindicando o cumprimento da Lei 9394/1996, que prevê o ensino obrigatório da história da África e dos afro-brasileiros nas escolas de todo o país. O documento foi produzido em parceria com o Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara).
 
No ofício (clique aqui baixar a íntegra do texto), as entidades solicitam audiência pública para tratar do assunto e mostrar que o ensino da história da África e dos afro-brasileiros nas escolas brasileiras será fundamental para a desconstrução do racismo.
 
“A cultura africana faz parte da nossa história e deve ser entendida como tal pela nossa população. Por isso, é importante debater obrigatoriamente o tema nas escolas. A origem da discriminação está ligada à desinformação e pode ser mudada em nossa sociedade”, afirmou a secretária de Assuntos Parlamentares do Sindicato, Louraci Morais, que entregou o ofício à CDHM.
 
O Sindicato e o Iara cobram a aplicação do Programa de Implementação de Ensino da História da África e dos afro-brasileiros, previsto na Lei nº 9394/1996 e em outras legislações.
 
Humberto Adame, diretor de Relações Étnicas do Iara e vice-presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade do Conselho Federal da OAB e Antonio Gomes, mestre em Educação: Políticas Públicas e Educação das Relações Étnico-Raciais pela UnB fizeram a fundamentação do pedido, que foi entregue junto com o ofício.
 
Eles também participaram do Brasília Debate e falaram sobre o Estatuto da Igualdade Racial e a história afro-brasileira, respectivamente.
 
Na fundamentação, foram expostos alguns dos principais motivos para a não implementação do ensino da cultura africana nas escolas, entre eles, a ausência de controle e fiscalização para cumprimento da legislação referente ao tema.
 
Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cotistas entram na Justiça para garantir direito à vaga em concurso da Prefeitura do Rio - Jornal Extra




ICursos preparatório no Rio: suspensão de convocações está deixando selecionados ansiosos
Cursos preparatório no Rio: suspensão de convocações está deixando selecionados ansiosos Foto: Arquivo

Ana Paula Viana
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Candidatos já aprovados em concursos da Prefeitura do Rio, por meio do sistema de cotas, e que estão aguardando a convocação para começar a trabalhar vão recorrer à Justiça para garantir o direito às vagas. De acordo com o advogado Humberto Adami, que representa sete escolhidos numa seleção para o Magistério, feita ao longo de 2013, o mandado de segurança será enviado, nesta terça-feira, para o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).
— O problema é que a prefeitura deixou de chamar os cotistas, enquanto aguarda o fim do processo, mas continua preenchendo as vagas com o restante dos aprovados. É injusto com os cotistas, porque eles não têm nenhuma culpa. Eles seguiram todas as normas do edital, que previa essa reserva — disse.
A suspensão das cotas foi determinada pela Justiça no último dia 23, porque a lei — em vigor desde 2012 — foi considerada inconstitucional. A professora Luciana Ramos, de 38 anos, está entre os candidatos que aguardam uma solução. Ela dá aulas numa escola particular , mas teme perder o emprego.
— A diretora da escola já sabia que eu tinha sido aprovada para começar este ano na prefeitura e colocou outro professor no meu lugar. Agora, estou numa situação difícil, sem saber o que vai acontecer — afirma a professora, que é viúva e tem dois filhos.
Inconstitucional: A lei foi considerada inconstitucional por ter sido de autoria do Legislativo, em vez do Executivo.
Afetados: Para quem já está trabalhando, não muda nada. Os únicos afetados são os candidatos de concursos já homologados, que estão aguardando a convocação.
Novas seleções: Novos concursos da Prefeitura do Rio, por enquanto, também não poderão ter cotas.
Acompanhe o noticiário de empregos pelo Twitter @Vida_Ganha e pelo Linkedin.





Leia mais: http://extra.globo.com/emprego/concursos/cotistas-entram-na-justica-para-garantir-direito-vaga-em-concurso-da-prefeitura-do-rio-11566326.html#ixzz2t1aMDMPY



sábado, 18 de janeiro de 2014

Crime de racismo



Crime de racismo

O ministro Joaquim Barbosa deve receber uns trocados extras. Ele fez parte do grupo de advogados negros que atuaram no processo contra a Sony por causa da música “Veja os cabelos dela”, de Tiririca, lançada em 1997.
Um trecho:
“Essa nega fede, fede de lascar/bicha fedorenta, fede mais que gambá.” 

De lá pra cá...

A gravadora foi condenada, há dois anos, a pagar uma multa estimada pelos advogados em R$ 1,2 milhão, que irá para um fundo do Ministério da Justiça.
Como a Sony também terá que arcar com as custas do processo, agora se discutem os honorários dos advogados.



http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2014/01/18/a-coluna-de-hoje-521270.asp

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

LUTA CONTRA O RACISMO: Ana Alakija


03/01/2014


LUTA CONTRA O RACISMO: em artigo vigoroso, Ana Alakija enfrenta a infame campanha racista contra o Presidente do Supremo



"O Brasil dos afro-brasileiros respondeu à altura, lançando a campanha 'Vamos abraçar Joaquim Barbosa e o STF'"



 2013: Será que desta vez caiu o mito?
Ana Alakija
No Brasil tudo acaba em samba. No bom sentido, desde que samba é coisa séria, como dizia o mestre capoeirista baiano Cobrinha Verde. E assim, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa seguiu à risca a letra da cartilha e, com direito à cervejinha, caiu no Samba do Trabalhador, na última tradicional roda de samba do ano de 2013 organizada às segundas-feiras no Clube Renascença, no Andaraí, Rio de Janeiro. O ministro foi recebido como celebridade no local, considerado um reduto da cultura negra.
Isto soa como uma pré-campanha à presidência da República – será o ministro Joaquim Barbosa o próximo primeiro presidente negro do país? Digo isto porque o Brasil, embora um país mestiço, conserva as características pluriraciais de identidades diversas, e com uma grande desvantagem para as identidades africanas e indígenas, com essas populações descendentes à margem do poder político e econômico.
Embora a nação brasileira esteja comemorando ‘apenas’ dez anos de idade em ações afirmativas – política implantada durante a administração de Luis Ignacio Lula da Silva – em dezembro deste ano, o Brasil branco ouviu um Grupo de Trabalho sobre Afro-Descendentes das Nações Unidas , depois de dez dias de visitar a nação brasileira, o que o Brasil negro já sabe desde que o país aboliu o sistema de escravidão, em 1888 : o Brasil não é uma democracia racial.
A conclusão de um Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Afrodescendentes após visita de dez dias à nação brasileira, onde visitou favelas e quilombos de cinco cidades, com autoridades e representantes da sociedade civil, apontou um grande contraste entre a precariedade da situação dos negros e o elevado crescimento econômico do país.
O GT visitou favelas e quilombos de cinco cidades, com autoridades e representantes da sociedade civil, e apontou um grande contraste entre a situação precária dos negros e do elevado crescimento econômico. ” Afro – brasileiros não serão totalmente considerados cidadãos de pleno direito , sem uma justa distribuição do poder econômico , político e cultural “, disse Mireille Fanon (da França ) e Maya Sahli ( Argélia ) , membros desse grupo, como resultados preliminares de sua visita e cujo relatório conclusivo será apresentado em 2014.
Em comunicado à imprensa, divulgado pela Agência Brasil, os especialistas da ONU destacaram que, entre negros e brancos, existem desigualdades de acesso à educação, à justiça, à segurança e aos serviços públicos. O grupo identificou racismo “nas estruturas de poder, nos meios de comunicação e no setor privado”. Segundo os representantes da ONU, apesar de serem metade da população brasileira, os negros estão “subrrepresentados e invisíveis”.
A constatação pela ONU, de que o racismo é um problema estrutural na sociedade brasileira, mostra que o Brasil, para os afro-brasileiros está fazendo a coisa certa. Houve progressos significativos em 2013 no sentido de colidir com esta realidade .
Não apenas no campo executivo oficial , como a aprovação e encaminhamento de projetos de lei nos níveis municipal , estadual e federal instituindo cotas para descendentes africanos em concursos públicos . Mas outras vitórias sob pressão social, como: a introdução do curso de Relações Étnico-Raciais no currículo de universidades federais (essa disciplina é essencial para a formação de professores e profissionais de ensino para a implantação de outras disciplinas como a História da Cultura Africana e Afro-Brasileira nos níveis médio e fundamental do ensino conforme lei aprovada há dez anos e sem funcionamento); e o embargo de recursos públicos para a compra, distribuição e utilização nas escolas de obras de Monteiro Lobato (referência da rede particular de ensino do DF, consideradas tão ofensivas a afrodescendentes quanto a de Mark Twain) “sem que antes se acrescente uma nota técnica sobre racismo à obra ou pelo menos que existam medidas concretas para a capacitação de professores em educação étnico-racial”. Como explica o presidente do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) , Humberto Adami, e o técnico em Educação, Antônio Costa Neto, autores dos mandados judiciais impetrados.
Voltando à cervejinha e o samba desfrutados pelo ministro Barbosa, são bem merecidos . Vítima de bullying e assédio racial (assim como o presidente Obama e as práticas abomináveis republicanas do seu Congresso) desde que ele foi nomeado ministro pelo ex-presidente Lula e, mais tarde eleito presidente do Supremo Tribunal Federal , no estilo do racismo brasileiro e que, mesmo ele próprio não tem como provar a acusação ( a lei brasileira contra o racismo está obsoleta ), o primeiro ministro verdadeiramente negro do STF na história da nação que tem mais da metade da população composta de descendentes africanos, fez cumprido a sua missão.
Após condenação e emissão de ordem de prisão de 25 cidadãos ligados à cúpula do Partido dos Trabalhadores, o chamado caso “Mensalão” – canal através de onde transcorria dinheiro, de forma organizada, para políticos aliados com o objetivo de aprovar matérias do interesse governamental – ele foi vítima de uma campanha encabeçada por “juristas, intelectuais e personalidades da sociedade civil”, que assinaram e publicaram um manifesto na Internet e ainda derramaram artigos e notícias na imprensa contra o que eles consideraram “prisões ilegais”.
O Brasil dos afro-brasileiros respondeu à altura, lançando a campanha “Vamos abraçar Joaquim Barbosa e o STF” através das redes sociais, iniciada em e-black-groups , com o objetivo de apoiar as ações do presidente do Supremo Tribunal Federal do país e a moralização do órgão em sua decisão.





Fonte: Brasil 247 (brasil247.com)

sábado, 28 de dezembro de 2013

Bye bye, BB

After 34 years of relationship, we say "bye, bye" to each other.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Campanha “Vamos abraçar Joaquim Barbosa” ganha força nos nas redes sociais

Campanha “Vamos abraçar Joaquim Barbosa” ganha força nos nas redes sociais

01---JOAQUIM-NELES

Boston (Estados Unidos) – A campanha “Vamos abraçar Joaquim Barbosa e o STF” – lançada através de e-black-groups brasileiros, com o objetivo de apoiar as ações do presidente do Supremo Tribunal Federal do pa – o ministro Joaquim Barbosa – e a moralização do STF, ganha força e alcance nas redes sociais.

Protagonista de uma polêmica gerada em torno da condenação e emissão de ordem de prisão de 25 cidadãos principalmente da cúpula do Governo do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, a exemplo do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) José Genoino e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares – o chamado caso “Mensalão”, canal através de onde transcorria dinheiro, de forma organizada, para políticos aliados ao Governo com o objetivo de aprovar matérias do interesse governamental – o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Joaquim Barbosa, desde o mês passado, vem sendo vítima de uma campanha encabeçada por “juristas, intelectuais e personalidades da sociedade civil”, que assinaram e publicaram um manifesto na Internet e ainda derramam artigos e notícias na imprensa contra o que eles consideram “prisões ilegais” dos julgados e condenados – “ um erro inadimissível que comprometeria a reputação do Supremo Tribunal Federal”.

O manifesto tem sido utilizado de diversas formas como tentativa de criar um clima de comoção sobre a forma como ocorreram as prisões dos condenados – no dia 15 de novembro, data de celebração da proclamação da República, com o objetivo pessoal do ministro Barbosa se promover e não de acordo com a Justiça – e poderia se constituir numa peça para provocar um “ impeachment” do presidente do STF no país, caso inédito na nação.

A campanha com o intuito de desmoralizar a segunda maior autoridade da nação terminou por revelar um viés racial – um retrato do que pensa a elite do poder econômico da sociedade brasileira, e teve imediata repercussão em setores “negros” e também “não-negros” que enxergaram racismo na atitude dos que fizeram o manifesto, querendo imputar ao presidente do STF – o primeiro presidente do segundo poder do país, reconhecidamente negro na história da nação que tem mais da metade da população constituída de afro-descendentes com a maioria excluída ou insignificantemente representada do ponto de vista numérico nas esferas do poder econômico, político e social – a responsabilidade única sobre o destino prisionário dos condenados. Poupando os demais ministros, “abrancalhados brasileiros”, que votaram a seu lado pela condenação dos envolvidos.

Série "Faça a coisa certa", do designer Ga

Série “Faça a coisa certa”, do designer Ga ilustra a campanha “Vamos abraçar Joaquim Barbosa”

É que a população de matriz  africana no país está cansada de lutar contra um racismo incrustrado e sistêmico que perdura há mais de 500 anos, desde que o Brasil foi conquistado e importou como mão de obra escrava a população africana e desta ela descendeu. Ainda que a nação brasileira seja no cenário atual uma das mais avançadas em termos de políticas de ações afirmativas entre os países da América Latina, com programas e ações desenvolvidas em diversos setores, como educação, saúde, agrária-ambiental, trabalho, segurança, gênero e outros.

A atitude da condenação e a prisão dos acusados teve a concordância de 87% da população brasileira, segundo recente pesquisa de um dos órgãos da grande mídia de maior credibilidade no país, a Data Folha, o que significa que a população quer de fato mudanças na forma de fazer política brasileira e que nem o PT – partido socialista dos trabalhadores que introduziu grandes mudanças no perfil socio-econômico brasileiro com as suas políticas sociais e ações afirmativas – estaria isento de responder à Justiça por seus atos equivocados para fazer a transformação social (do tipo “os fins justificam os meios”). Entre o próprio PT, a pesquisa obteve 78% de favorabilidade às ações do ministro Joaquim Barbosa.

 

O ministro – O ministro Joaquim Barbosa vem de uma origem humilde. Estudou em colégios públicos, foi arrimo de família e com esforço próprio e inteligência bacharelou e fez mestrado em Direito de Estado na Universidade de Brasília, mestrado e doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris e estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Tem uma carreira ascendente brilhante ocupando cargos públicos em instituições públicas brasileiras.

As suas firmes posições como presidente no Tribunal fogem à lógica de como o sistema de privilégios sempre funcionou, sendo contra, por exemplo ao “fura-fila” de processos e despachos e defende prerrogativas de julgamento de certas questões, como o trabalho escravo, pela justiça federal.

Foi nomeado ministro do STF pelo ex-presidente Lula em 2003 e eleito presidente do STF em 2012. E nem por isso passou a mão na cabeça da cúpula do partido. Não é a toa que foi eleito este ano pela revista Time, como uma das cem pessoas mais influentes do mundo.

 

 

Campanha ‘Vamos abraçar Barbosa’ – A campanha “Vamos abraçar Joaquim Barbosa e o STF” surgiu no e-black-group “Discriminação Racial” e é de iniciativa do advogado Humberto Adami, co-fundador do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental – IARA – e vice presidente da Comissão Nacional da Igualdade do Conselho Federal da OAB e prevê uma petição on line “a ser assinada por todos aqueles que repudiam a campanha desonesta, vil, e evidentemente racista, contra um brasileiro que tem cumprido fielmente suas obrigações constitucionais, e trazido orgulho, de norte a sul do pais, para a população brasileira”.

O IARA tem empunhado e levado bandeiras históricas do movimento negro brasileiro a instâncias superiores judiciais, a exemplo do recurso impetrado no Supremo para que o Ministério da Educação (MEC) cesse a distribuição de uma das obras do escritor Monteiro Lobato nas escolas da rede pública por veicular textos eugênicos (a obra de Lobato estaria para o Brasil tanto quanto a obra de Mark Twain estaria para a nação norte-americana); um mandado de segurança ajuizado contra a presidenta da República Dilma Roussef e 44 Reitores de Universidades Federais exigindo a implementação da lei 10.639/2003 que após dez anos de criada não conseguiu garantir que as matérias História da África e Cultura Afrobrasileira façam parte dos currículos da educação básica e da formação dos professores do país; e pedido de auditoria, no Tribunal de Contas da União, junto à Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal dos Deputados, sobre o Programa Brasil Quilombola coordenado pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial-SEPPIR, que compreende a identificação e regularização fundiária de comunidades remanescentes.

Com banners diversos que carregam a marca da série “Faça  a Coisa certa” do designer Ga, a campanha “Vamos abraçar Joaquim Barbosa e o STF” incentiva que os banners sejam copiados e colados em blogs, websites e até mesmo impressos , fomentando ainda a discussão e ações em prol da igualdade racial “perante a lei, a justiça, os homens e as mulheres”. | Por Ana Alakija

 

 

 

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