quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Vamos abracar Joaquim Barbosa

http://www.alaionline.org.br/campanha-vamos-abracar-joaquim-barbosa-ganha-forca-nos-nas-redes-sociais/

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Carlos Brickmann: o racismo também é coisa nossa. Veja-se, por exemplo, a campanha contra o ministro Joaquim Barbosa

Humberto Adami

01/12/2013
 às 19:30 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: o racismo também é coisa nossa. Veja-se, por exemplo, a campanha contra o ministro Joaquim Barbosa

"A campanha racista é movida contra Barbosa, que é negro, e poupa os demais ministros que votaram a seu lado pela condenação. Mas os   outros que condenaram os réus são brancos e não sofrem ataques" (Foto: Carlos Humberto / STF)
“A campanha racista é movida contra Barbosa, que é negro, e poupa os demais ministros que votaram a seu lado pela condenação. Mas os
outros que condenaram os réus são brancos e não sofrem ataques” (Foto: Carlos Humberto / STF)
Notas da coluna que o jornalista Carlos Brickmann publica hoje, domingo, em vários jornais
 50 TONS DE PELE
Toda a feroz campanha contra o ministro Joaquim Barbosa terá como causa a vingança contra a ousadia de condenar réus do sacrossanto partido que ocupa o poder federal? Ou, como causa associada, a possibilidade de que o ministro saia candidato à Presidência da República, cometendo o crime de lesa-majestada?
Talvez a causa seja outra (até porque Barbosa, arrogante, de trato áspero, muitas vezes grosseiro, dificilmente ganharia uma eleição): o ator Milton Gonçalves, respeitado militante dos movimentos negros desde os tempos em que isso não era moda, vê a face do racismo na guerra a Joaquim Barbosa.
– Se fosse louro de olhos azuis, o discurso seria outro.
Completa:
– Ele tem méritos. Não entrou por cotas, fala cinco línguas, é um personagem importante em nosso país.
O advogado Humberto Adami, do Instituto de Advocacia Racial, entrou na luta por Barbosa, criando a campanha “O Brasil abraça o ministro Joaquim e o STF” nas redes sociais e criticando a “campanha desonesta, vil e evidentemente racista contra um brasileiro que tem cumprido fielmente suas obrigações constitucionais”.
Lembra que a campanha racista é movida contra Barbosa, que é negro, e poupa os demais ministros que votaram a seu lado pela condenação. Mas os outros que condenaram os réus são brancos e não sofrem ataques.
Racismo também é coisa nossa.
Esmeraldo Tarquínio, prefeito eleito de Santos [durante o regime militar], foi hostilizado por militares por ser de esquerda e cassado por ser negro.
Da ditadura à democracia, muita coisa mudou. Mas há fatos tristes que se repetem.
Tons de pele 2
A bela Camila Pitanga não é mais ou menos brasileira, mas além de ser artista popular e de sucesso, tem sua imagem ligada à da Caixa Econômica Federal, cujos anúncios estrela, e ano que vem é ano eleitoral... (Foto: Divulgação Rede Globo)
A bela Camila Pitanga não é mais ou menos brasileira, mas além de ser artista popular e de sucesso, tem sua imagem ligada à da Caixa Econômica Federal, cujos anúncios estrela, e ano que vem é ano eleitoral… (Foto: Divulgação Rede Globo)
A questão da cor da pele é travada também em torno do Casal da Copa. A FIFA tinha há mais de seis meses contratado Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert – artistas de sucesso, com amplo apelo popular. Foram propostos então Camila Pitanga e Lázaro Ramos; como já tinha contratado Fernanda Lima e Hilbert, a FIFA não aceitou a indicação. Os cartolas passaram a ser acusados de racismo.
Bobagem: como pergunta o jornalista Mário Mendes, mulato, “Camila Pitanga e Lázaro Ramos são mais brasileiros do que Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert porque são negros?” Por que, então, a guerra?
Talvez porque a bela Camila Pitanga, também artista popular e de sucesso, tenha a imagem ligada à da Caixa Econômica Federal, cujos anúncios estrela. Alguém na Copa com imagem vinculada à do Governo, em ano eleitoral, seria ótimo para a campanha presidencial.


Revista VEJA: O Racismo tambem 'e coisa nossa


Carlos Brickmann: o racismo também é coisa nossa. Veja-se, por exemplo, a campanha contra o ministro Joaquim Barbosa

"A campanha racista é movida contra Barbosa, que é negro, e poupa os demais ministros que votaram a seu lado pela condenação. Mas os   outros que condenaram os réus são brancos e não sofrem ataques" (Foto: Carlos Humberto / STF)
“A campanha racista é movida contra Barbosa, que é negro, e poupa os demais ministros que votaram a seu lado pela condenação. Mas os
outros que condenaram os réus são brancos e não sofrem ataques” (Foto: Carlos Humberto / STF)
Notas da coluna que o jornalista Carlos Brickmann publica hoje, domingo, em vários jornais
 50 TONS DE PELE
Toda a feroz campanha contra o ministro Joaquim Barbosa terá como causa a vingança contra a ousadia de condenar réus do sacrossanto partido que ocupa o poder federal? Ou, como causa associada, a possibilidade de que o ministro saia candidato à Presidência da República, cometendo o crime de lesa-majestada?
Talvez a causa seja outra (até porque Barbosa, arrogante, de trato áspero, muitas vezes grosseiro, dificilmente ganharia uma eleição): o ator Milton Gonçalves, respeitado militante dos movimentos negros desde os tempos em que isso não era moda, vê a face do racismo na guerra a Joaquim Barbosa.
– Se fosse louro de olhos azuis, o discurso seria outro.
Completa:
– Ele tem méritos. Não entrou por cotas, fala cinco línguas, é um personagem importante em nosso país.
O advogado Humberto Adami, do Instituto de Advocacia Racial, entrou na luta por Barbosa, criando a campanha “O Brasil abraça o ministro Joaquim e o STF” nas redes sociais e criticando a “campanha desonesta, vil e evidentemente racista contra um brasileiro que tem cumprido fielmente suas obrigações constitucionais”.
Lembra que a campanha racista é movida contra Barbosa, que é negro, e poupa os demais ministros que votaram a seu lado pela condenação. Mas os outros que condenaram os réus são brancos e não sofrem ataques.
Racismo também é coisa nossa.
Esmeraldo Tarquínio, prefeito eleito de Santos [durante o regime militar], foi hostilizado por militares por ser de esquerda e cassado por ser negro.
Da ditadura à democracia, muita coisa mudou. Mas há fatos tristes que se repetem.
Tons de pele 2
A bela Camila Pitanga não é mais ou menos brasileira, mas além de ser artista popular e de sucesso, tem sua imagem ligada à da Caixa Econômica Federal, cujos anúncios estrela, e ano que vem é ano eleitoral... (Foto: Divulgação Rede Globo)
A bela Camila Pitanga não é mais ou menos brasileira, mas além de ser artista popular e de sucesso, tem sua imagem ligada à da Caixa Econômica Federal, cujos anúncios estrela, e ano que vem é ano eleitoral… (Foto: Divulgação Rede Globo)
A questão da cor da pele é travada também em torno do Casal da Copa. A FIFA tinha há mais de seis meses contratado Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert – artistas de sucesso, com amplo apelo popular. Foram propostos então Camila Pitanga e Lázaro Ramos; como já tinha contratado Fernanda Lima e Hilbert, a FIFA não aceitou a indicação. Os cartolas passaram a ser acusados de racismo.
Bobagem: como pergunta o jornalista Mário Mendes, mulato, “Camila Pitanga e Lázaro Ramos são mais brasileiros do que Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert porque são negros?” Por que, então, a guerra?
Talvez porque a bela Camila Pitanga, também artista popular e de sucesso, tenha a imagem ligada à da Caixa Econômica Federal, cujos anúncios estrela. Alguém na Copa com imagem vinculada à do Governo, em ano eleitoral, seria ótimo para a campanha presidencial.

domingo, 1 de dezembro de 2013

ADAMI no Ancelmo Gois - O Globo


Enviado por Ancelmo Gois
 - 
28.11.2013
 | 
13h00m
GOIS DE PAPEL

A coluna de hoje

Calma, gente!

Não é só o ator Milton Gonçalves que enxerga um viés racista no bombardeio contra Joaquim Barbosa.
O advogado Humberto Adami, do Instituto de Advocacia Racial, iniciou nas redes sociais a campanha “O Brasil abraça o ministro Joaquim e o STF”.

Diz lá...

O texto de apresentação denuncia uma “campanha desonesta, vil e evidentemente racista contra um brasileiro que tem cumprido fielmente suas obrigações constitucionais, e trazido orgulho, de norte a sul do país, para a população brasileira”.
Adami lembra que a condenação dos mensaleiros foi decidida pela maioria do colegiado do Supremo, e não por uma pessoa isolada.




Bom humor

Lembra-se do ex-ministro Magri, figura conhecida do governo Collor que, no auge de um escândalo sobre desvio de R$ 30 mil em sua pasta, diante da cobrança de sua demissão, cunhou a frase “eu sou imexível”?
Ele reapareceu anteontem, aos 74 anos, em um restaurante em Brasília, e atualizou a frase:

— Além de imexível, agora estou trabalhando para ser imorrível!

Luto na coluna

Quitéria Chaga, 33 anos, casada há seis anos com um italiano, não quer mais desfilar de biquíni, nem ser rainha de bateria da Império Serrano:

— Vou deaente da escola. Não tenho mais disponibilidade de ficar ensaiando. Estou estudando psicologia e, em janeiro, vou para a Itália com o meu marido. Agora, quero ser mãe, estou em outra fase da vida.





http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2013/11/28/a-coluna-de-hoje-516555.asp