terça-feira, 20 de janeiro de 2009
IMPERDIVEL - Ancelmo Gois - Jornal O Globo
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
NA POSSE DE OBAMA(2)
A OBAMAMANIA ESTA EM TODA PARTE, DESDE LOJAS, TRENS, METRO, CARROS, ROUPAS, ETC.
EM TODO LUGAR, A CARA DO OBAMA.
E VISIVEL A MUDANCA NA FORMA DE AGIR.
ELA VAI DESDE A CERIMONIA DE CEMITERIO DE ARLINGTON, ONDE A GUARDA MILITAR ERA COMANDADA POR UM MILITAR NEGRO, ATE O CHEFE DA SEGURANCA DO TREM DE OBAMA, DA FILADELDIA PARA WASHINGTON, QUE TAMBEM ERA NEGRO.
ATENCAO AOS DETALHES DA MUDANCA NA FORMA OBAMA DE SER E GOVERNAR, QUE JA COMECA A SER MANIFESTAR .
PARA COMECAR, HOJE, SEGUNDA, 19.01, UM JANTAR ESPECIAL VAI SER OFERECIDO AO EX-ADVERSARIO DA CAMPANHA ELEITORAL, JOHN MACKAIN, PELO ELEITO, BARACK OBAMA, QUE ESTARA PRESENTE AA POSSE. MACKAIN FOI PERFEITO COM "ELE ERA MEU ADVERSARIO, E AGORA VAI SER MEU PRESIDENTE". MERECE MESMO.
IMPENSAVEL, NOS TERMOS BRASILEIROS, VER LULA OFERECENDO A JOSE SERRA OU GERALDO ALCKMIN, QUALQUER COISA, AAS VESPERAS DA POSSE, MUITO MENOS JANTAR ESPECIAL... COMPARECER A POSSE ENTAO, NEM PENSAR... SERVE PARA ALGUNS PETISTAS ATE HOJE ENCAFIFADOS EM ORGAOS OFICIAIS, QUE NAO SUPERARAM O CLAMOR ELEITORAL. NO MEU BANCO, POR EXEMPLO.
BOM TER REVISTO MELVIN WHIAT, EX PRESIDENTE DO CAUCUS, E DEPUTADO DO CONGRESSO AMERICANO, COM O QUAL JA TINHA ME ENCONTRADO EM 2001, QUANDO DA REALIZACAO DO "BRAZIL-USA PROMOTTING TOLERANCE", COMO "INTERNATIONAL VISITOR", A CONVITE DO DEPARTAMENTO DE ESTADO NORTE-AMERICANO, ATRAVES DO CONSULADO AMERICANO NO RIO. E AINDA, QUANDO PARTICIPEI, EM 2004, COMO PALESTRANTE DO "BLACK CAUCUS ANNUAL LEGISLATIVE SEMINNAR", EM WASHINGTON DC. O MOTE DO DA COVENCAO ERA "MAKING THE MOVEMENT". ACERTARAM!
MELVIN ESTEVE, TAMBEM, EM SAO PAULO, COM 10 OUTROS CONGRESSISTAS AMERICANOS, LIDERADOS POR WELDON ROUGEAU, PRESIDENTE DO CAUCUS A EPOCA, EM REALIZACAO DO AMERICAN CHAMBER OF COMMERCE, DE SAO PAULO, DA QUAL TAMBEM FIZ PARTE. DEZ CONGLOMERADOS DA INDUSTRIA INTERNACIONAL ESTIVERAM EM SAO PAULO PARA AFIRMAR O VALOR DA DIVERSIDADE NAS RELACOES DE TRABALHO.
OUTRO DEPUTADO AMERICANO, PRESENTE A RECEPCAO DO "CAUCUS", DISSE ESTAR MUITO BEM INFORMADO SOBRE O TRABALHO DO EMBAIXADOR AMERICANO NO BRASIL, SOBEL, E QUE ESTE VAI ALEM DO ETANOL, QUE TANTO ALVOROCA USINEIROS BRASILEIROS, E PASSA TAMBEM PELO ACORDO DO "JOINT ACTION PLAN" NA QUESTAO DA DISCRIMINACAO RACIAL, ASSINADO POR CONDOLEEZA RICE E EDSON SANTOS,E QUE ANDOU POUQUINHO ATE AGORA.
O DEPUTADO AFIRMOU QUE O VAI PROCURAR O EMBAIXADOR PARA ACELERAR O PLANO DE ACAO CONJUNTA. QUER VER NEGROS BRASILEIROS E AMERICANOS TRABALHANDO EM CONJUNTO, PARA O BEM COMUM.
OUTRA NOVIDADE: O EMBAIXADOR SOBEL PERMANECE NA ADMINISTRACAO OBAMA. ESTA O MIRO NUNES LIGA PARA ANCELMO GOES.
LEMBREI AINDA DE FERNANDO HENRIQUE DIZENDO: "ESSAS COISAS (O RACISMO E SEU COMBATE) NAO MUDAM DE UMA HORA PARA OUTRA!" BEM, POR AQUI ESTA MUDANDO E RAPIDO.
ENCONTREI O EX-PREFEITO DE DENVER, WEB, QUE EM BREVE VAI ESTAR PELA AMERICA DO SUL.
UM DEMONSTRACAO DE CARINHO E RESPEITO AOS MAIS VELHOS. APOS APRESENTACAO DE DEPUTADOS NOVOS E ANTIGOS, DO CAUCUS, INCLUINDO O NOVO SENADOR POR ILINOIS, SUSBTITUTO DO PRESIDENTE ELEITO, FOI CHAMADA AO PALCO, UMA DEZENA DE VITIMAS DO FURACAO KATRINA, TODAS ENTRE 80 E 100 ANOS, E MAIS ALGUMAS CRIANCAS.
VIERAM PARA WAHINGTON COM DIFICULDADE, RELATARAM A FELICIDADE DE ESTAR AQUI, NESTE MOMENTO, APOS O ABANDONO DO KATRINA, E, CANTARAM, CELEBRANDO A VIDA, A ANCESTRALIDADE, A SUPERACAO, E AVITORIA DE OBAMA.
JA EM OUTRA CERIMONIA, O REVERENDO AGRADECEU "AS TERRAS FERTEIS DO QUENIA", QUE MANDARAM SEMENTES "DE ESPERANCA E LIDERANCA" PARA ALAVANCAR O PAIS, NUMA REFERENCIA AS ORIGENS DO PAI QUENIANO DE BARACK OBAMA.
A CNN ESTA DANDO BANHO DE COBERTURA E INFORMACAO. VAO FAZER UMA FOTO USANDO NOVA TECNOLOGIA, COM PARTES DE TODAS AS FOTOS TIRADAS POR TODOS OS EXPECTADORES QUE MANDAREM PARA LA POR EMAIL, DO MOMENTO DO JURAMENTO DO OBAMA.
AGRADECO AS INUMERAS MENSAGENS QUE CHEGARAM DE AMIGOS E AMIGAS BRASILEIROS, ATRAVES DE MENSAGENS DE SMS (TORPEDO) PARA O MEU CELULAR, VIA BLOG DO HUMBERTO ADAMI E LISTA DE DISCRIMINACAO RACIAL.
NAO ESTOU TENDO ACESSO A EMAIL ATE AGORA.
domingo, 18 de janeiro de 2009
NA POSSE DE OBAMA
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Renda e educação dos pais pesam mais do que cor em desigualdade racial na escola
Renda e educação dos pais pesam mais do que cor em desigualdade racial na escola
A desigualdade de acesso à educação entre negros e brancos no Brasil se deve mais à origem social do que à discriminação de cor. Entretanto, o preconceito também influencia a diferença. Essa é uma das conclusões de um estudo feito pelo Centro de Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).
O texto, intitulado Toda a Desigualdade Socioeconômica entre os Grupos Raciais no Brasil é causada por Discriminação Racial?, do economista Rafael Guerreiro Osório, faz uma análise detalhada da evolução educacional dos brasileiros nascidos de 1973 a 1977, tendo como base diferentes edições da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita pelo IBGE).
O economista acompanhou, por meio das amostras de 1982, 1987, 1992, 1996 e 2005, o acesso da população à educação. Ele dividiu os grupos de acordo com a instrução do chefe da família, a renda familiar e a cor da pele e verificou, por exemplo, a porcentagem de crianças nascidas entre 1973 e 1977 que chegaram aos estavam alfabetizadas em 1982, estavam no ensino médio em 1992 e na universidade em 1996. Para evitar distorções, o estudo controlou fatores que poderiam influenciar o resultado, como região, sexo e idade. A partir dos dados, foi criado um modelo estatístico pelo qual é possível estimar a influência de cada uma das variáveis (educação, renda e cor da pele) no resultado.
Nesse modelo, os fatores que influenciaram o sucesso educacional (chegar ao nível de escolarização indicado para a idade) são os socioeconômicos, mais do que a cor da pele. Por exemplo, a probabilidade de uma criança de 7 anos estar alfabetizada em 1982 cresce quando a educação do chefe de família e a renda da casa são maiores, independentemente de o aluno ser branco, preto ou pardo. A região também influencia, e a probabilidade cresce na seguinte ordem: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Desse modo, a criança nascida na região Norte teria menos chances de estar alfabetizada, e a nascida no Sul, mais chances. Esse padrão de influência da educação dos pais e da renda se repete em todos os níveis analisados — ensino fundamental, ensino médio e superior.
O fato de a região e de a origem social serem mais relevantes que a discriminação por cor traz uma conclusão ruim, na opinião do autor do estudo. "Isso só mostra que o Brasil é um país com baixa mobilidade social e que o peso da origem social é grande. É muito difícil para alguém com renda baixa e cujos pais não tiveram acesso à educação conseguir atingir um nível educacional alto", afirma Osório. Para o especialista, isso pode explicar a manutenção dos negros entre os segmentos de renda mais baixos da sociedade e a perpetuação de uma desigualdade racial que vem dos tempos da escravidão.
Influência importante
Uma parte central do estudo analisa como se comporta a influência da discriminação por cor. A constatação de que o fato de ser negro faz, sim, diferença é sustentada pela observação de que pretos e pardos levam desvantagem em todos os indicadores de acesso à educação, mesmo quando a renda e a escolarização dos pais são iguais às dos brancos. Por exemplo, entre um negro e um branco nascidos entre 1973 e 1977 na região Norte, provenientes de famílias com o mesmo nível de renda e com os pais com o mesmo grau de instrução, eram maiores estatisticamente as chances de o branco estar na universidade em 1996.
Essa diferença em relação à cor é encontrada em maior ou menor escala em praticamente todos os cenários analisados. "A grande novidade que trazemos é conseguir medir onde a discriminação exerce maior influência para atingir a educação. E, nesse sentido, são justamente os negros de classe média que sofreram mais os efeitos negativos da discriminação na geração analisada", afirma Osório.
Para esse segmento da sociedade, ser negro estava relacionado a menor probabilidade de ter entrado na universidade em 1996. O estudo identificou um padrão: quanto maior a disputa por acesso ao ensino (poucas vagas e muitos em condição de concorrer a elas), mais a cor da pele influencia o sucesso educacional — sempre com desvantagem para pretos e pardos.
Nos domicílios de menor renda e menor instrução, a cor da pele faz pouca diferença na probabilidade de uma criança nascida entre 1973 e 1977 ter chegado à faculdade em 1996 — nessas condições, a chance é pequena tanto para pretos ou pardos quanto para brancos. Na outra ponta, quando negros e brancos estão entre o 1% mais rico da população, a influência da cor no acesso à universidade também é pequena: a probabilidade é alta para os dois grupos.
É, portanto, na camada intermediária que a cor pesa mais. Para uma pessoa que estivesse entre os 20% mais ricos do Brasil, nascida no Nordeste em uma família cujo chefe estudou até a quarta série do ensino fundamental, a influência da cor da pele no acesso à universidade é o dobro de uma pessoa com as mesmas características, mas que estivesse entre os mais pobres.
Do mesmo modo, quando havia mais disputa pelas classes de alfabetização, em 1982, ser branco ou negro fazia diferença — era menor a chance de um preto ou pardo estar alfabetizado. Já em 2005, a influência da cor da pele era pequena. O que aconteceu entre os dois períodos? O acesso à alfabetização foi universalizado: quase todos têm oportunidade de atingir esse nível educacional na idade certa. Isso significa, portanto, que, quanto maior o acesso à educação, menor os efeitos da discriminação por cor.
Cotas
Rafael Osório aproveita a conclusão para recuperar um assunto polêmico, não abordado no estudo: "Isso significa que universalizar a educação é melhor do que a política de cotas? Depende da urgência com que o Brasil quer tratar a questão. Dar oportunidade a todos para chegar à universidade realmente acabaria com a desigualdade racial nesse caso. Mas precisamos ver até onde isso é possível de ser feito e a urgência das pessoas que estão na idade de estudar. As cotas podem ser um bom instrumento para corrigir com rapidez essa desigualdade racial, motivada, entre outros motivos, também pela discriminação", afirma.
FONTE: OUVIDORIA GERAL DA PETROBRÁS
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
PUBLICADA ATA DO CNMP SOBRE PROVIDÊNCIA EM INQUÉRITOS DE 10.639 NO RJ
Escravidão foi crime contra humanidade, diz diplomata
Escravidão foi crime contra humanidade, diz diplomata
13/08/2001 Autor: FERNANDA DA ESCÓSSIA Origem do texto: Da Sucursal do Rio Editoria: BRASIL Página: A4 Edição: Nacional Aug 13, 2001 Seção: ENTREVISTA DA 2ª Legenda Foto: Gilberto Vergne Saboia, que preside o comitê brasileiro para a conferência da ONU sobre racismo Crédito Foto: Alan Marques - 9.abr.2001/Folha Imagem Observações: * COM SUB-RETRANCAS; ENTREVISTA Assuntos Principais: DIREITOS HUMANOS; RACISMO; CONFERÊNCIA DA ONU CONTRA O RACISMO, A DISCRIMINAÇÃO RACIAL, A XENOFOBIA E A INTOLERÂNCIA CORRELATA; DURBAN /ÁFRICA DO SUL/; GILBERTO VERGNE SABOIA; REPARAÇÃO; ESCRAVIDÃO; SIONISMO; POLÊMICA
Gilberto Saboia representa o Brasil em reunião sobre racismo
Escravidão foi crime contra humanidade, diz diplomata FERNANDA DA ESCÓSSIA DA SUCURSAL DO RIO A reparação pela escravidão e as políticas de Israel em relação aos palestinos devem ser os temas mais polêmicos a serem discutidos durante a Conferência da ONU contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância Correlata, que será realizada em Durban, na África do Sul, entre os dias 31 de agosto e 7 de setembro. Essa é a avaliação do embaixador Gilberto Vergne Saboia, 59, secretário de Estado de Direitos Humanos e presidente do comitê brasileiro preparatório para a conferência. Na semana passada, Saboia esteve em Genebra, na Suíça, para o encontro preliminar da cúpula sobre racismo, encerrado na última sexta-feira, e presidiu o grupo encarregado de elaborar propostas de ação contra o racismo. Leia, a seguir, os principais trechos de sua entrevista, concedida, por telefone, de Genebra.
* Folha - Que balanço o sr. faz das negociações em Genebra? Gilberto Vergne Saboia - O resultado foi mais positivo que a expectativa. Nós iniciamos a reunião com a idéia de que havia impasses muito graves, que pareciam barreiras quase intransponíveis. A situação ainda é difícil em alguns aspectos.
Folha - Quais? Saboia - A primeira área de negociação difícil é a questão da reparação, sobre que tipo de referência a conferência deveria fazer aos fatos do passado, às causas e às origens históricas da discriminação racial e do racismo _a escravidão, o tráfico de escravos, o colonialismo. Há um debate sobre que tipo de reconhecimento deve ser feito em relação a esses fatos, até mesmo sobre como incluir uma referência de que esses fatos, se ocorressem hoje, seriam equivalentes a crimes contra a humanidade. Discute-se como a comunidade internacional ou os países afetados deveriam se comportar em relação a esses fatos, se deveriam expressar uma desculpa ou fazer um mea culpa. Estariam vinculadas a isso reivindicações específicas da África em relação à reparação.
Folha - Serão aprovadas reparações contra a escravidão? Saboia - Isso está sendo negociado. Têm havido consultas às partes interessadas, basicamente à União Européia e aos Estados Unidos. Existe uma manifestação ou uma disposição dos países ocidentais de contemplar uma linguagem que expresse desculpas ou lamente esses fatos sem envolver obrigação de reparação. Do lado dos africanos, além da questão da linguagem, existe uma lista de reivindicações, de questões mais voltadas para aspectos de desenvolvimento econômico e social. Eles querem o perdão das dívidas, falam de comércio, de assuntos que não necessariamente estão relacionados aos direitos humanos, tema da conferência.
Folha - Qual a posição do Brasil sobre as reparações? Saboia - Não chegamos a detalhes. Consideramos que deve haver um reconhecimento dos fatos do passado como fatores históricos e causas principais do racismo e que esse reconhecimento gera uma obrigação moral dos países em relação às populações afetadas. É preciso contribuir para que as consequências ainda existentes desses fatos do passado, as que persistem no presente, sejam corrigidas, sem que isso necessariamente envolva pagamentos e reparações pecuniárias. No nosso caso, pensamos em políticas públicas e em ações afirmativas.
Folha - Que grupos são apontados como vítimas do racismo? Saboia - Esse é outro debate, sobre como listar as vítimas e as bases de discriminação. Quais são as vítimas? Os africanos, os afro-descendentes, os povos indígenas, as minorias, os refugiados. Há uma discussão sobre essas listas. Um grupo de países quer limitar as vítimas àquelas listas já reconhecidas pelas convenções existentes, porque há as vítimas propriamente ditas e as vítimas das chamadas múltiplas causas, ou causas agravadas ou conexas, que incluiriam mulheres, pessoas com deficiência, homossexuais.
Folha - Será possível incluir esses grupos? Saboia - Vai ser muito difícil, porque as decisões são tomadas por consenso. Estamos procurando ajudar a fazer essa inclusão, mas países islâmicos e países muito ligados ao catolicismo mais conservador têm restrições à inclusão da orientação sexual. Quando houve a votação do credenciamento de uma organização de lésbicas, nós votamos a favor. O credenciamento foi recusado por um voto, mas outras organizações estão credenciadas.
Folha - Os países árabes querem que o sionismo (movimento político e religioso judaico iniciado no séc. 19 com o objetivo de criar um Estado judaico) seja igualado ao racismo. Como ficou esse ponto? Saboia - Essa é a questão mais difícil. Os Estados Unidos diziam que não admitiam nenhuma referência sobre isso, agora já estão dizendo que podem considerar essa possibilidade, desde que seja utilizada uma linguagem genérica, que se não mencione Israel explicitamente e que se baseie em textos aceitos anteriormente. Havia uma proposta de fazer uma equiparação entre sionismo e racismo, mas hoje há uma concordância de que isso não deve ser feito. Os árabes continuam insistindo, mas o debate está evoluindo para se redigir algo aceitável por todos. Isso está um pouco longe de ser conseguido, vai ficar para Durban.