quinta-feira, 15 de maio de 2014

SUMIU A PLACA DE MANDELA NO TERRENO DA PALMARES DO LAGO PARANOÁ



Em mais um episódio em que demonstra o estado se encontra o terreno doado pelo Governo do Distrito Federal para a realização de Centro de Referência do Negro no Brasil, a cargo da Fundação Palmares, constata-se, agora, o sumiço da placa comemorativa da visita da Nelson Mandela e do então Governador do Distrito Federal, o hoje Senador Christovão Buarque (PT_DF). 



 Como se ve na placa acima, o registro da passagem de Mandela, às margens do Paranoá, foi surrupiado, lesando a população brasileira desse grande momento que foi a visita do grande líder sul-africano Madiba, recentemente falecido.  Graça Santos, personalidade do movimento negro nacional, do Instituto Afrozinga, lembra bem do momento da visita de Madiba e da doação do terreno. "Estive lá e tenho as fotos. É uma perda colossal".


Tive contato com a Embaixadora Dulce Pereira, Presidente da Fundação Palmares, à época dos fatos. "Foi um grande momento a passagem de Mandela em Brasília". 
 O local permanece abandonado mesmo depois de sucessivas denúncias de negociatas para aquisição do terreno por imobiliárias locais. "Queriam trocar por um imóvel na Ceilandia", me disse um integrante do movimento negro que prefere não se identificar. "Porque os assuntos quilombolas não podem ser tratados no Lago do Paranoá, e tem de ser empurrados para longe?"indagou.
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Para José Ventura, um dos principais coordenadores do da Frente Nacional Quilombola, o caso demonstra como tem sido tratados os interesses quilombolas no Governo Federal." Se não dão conta de cuidar de um terreno doado para o interesse de afrodescendentes e quilombolas, como vão titular as terras dos remanescentes de quilombos?" perguntou.
O Web Designer Luiz Carlos Gá, do Instituto Aves, que esteve recentemente em Brasília, não recebeu qualquer informação a respeito do abandono do terreno ou do sumiço da placa de Mandela. 


Uma nova polêmica se avizinha, sobre a instalação não mais do Centro de Referencia Negro, mas agora de um Museu do  Negro, com legislação totalmente diferente. Certo é que nada foi feito, e as placas colocadas na lateral do terreno certificam o grande interesse imobiliário.


Já o professor Antônio Gomes da Costa Neto, Gestor Educacional em Brasília, entende que esta omissão beira á omissão administrativa, pois ve o patrimônio  histórico da população afrodescendente esvaindo-se.

Na última gestão da Fundação Palmares, estavam confirmados mais de 350 milhões de reais no orçamento da mesma, para a realização do Centro de Referencia do Negro. Uma maquete era exibida pelo então presidente, como sendo iminente a construção da obra. A troca da guarda no governo Dilma, agora sob o comando da ministra Marta Suplicy, anunciou uma "re-doação" do mesmo terreno (é isso mesmo, uma "re-doação") com grande pompa, auspício, e uma certa dose de "Wood face", pois o terreno já já via sido doado antes, e por conta de sucessivas doses de ineficiência dos pomposos presidentes da entidade, a doação foi rescindida por ausência de edificação no prazo legal, ou seja, não tomaram providências.  Agora com a inédita figura de "re-doado", o terreno segue abandonado, e não fosse a insistência de alguns poucos, já teria sido passado para a iniciativa privada. Na lateral, acaba de ser inaugurado, um gigantesco "Bar do Alemão", defronte ao "Brasília Lake Side", um dos mais caros flats do Distrito Federal. " O que esses quilombolas e negros vão fazer aqui", indagou-me um transeunte, quando viu-me sózinho, andando de lá para cá, no terreno, vazio, após ter explicado que isso seria propriedade da população afrodescendente e quilombola. 

Quando estive no Quilombo dos Ventura, em PATOS DE MINAS, uma das coisas que aqueles brasileiros lá me disseram, era que como era difícil chegar ajuda do estado àqueles que precisam. 


Minha proposta é que todo aquele que tiver algo a resolver em Brasília, passe a montar guarda do terreno da Palmares no Lago PARANOÁ, - "VOU FICAR NO MEU TERRENO EM BRASÍLIA" e que se exija a devolução da placa comemorativa da passagem de Madiba no Planalto Central. E que se cobra à Ministra Marta Suplicy as explicações necessárias para tanto abandono com a história afrodescendente e quilombola no País.  


HUMBERTO ADAMI 
Advogado e mestre em Direito
Diretor de relação Étnicas do IARA Instituto de Advocacia Racial e Ambiental
humbertoadami@gmail.com

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TERRENO DA PALMARES NO PARANOÁ CONTINUA ABANDONADO

segunda-feira, 12 de maio de 2014

ABRAÇO A JOAQUIM BARBOSA E O STF #VAMOSBRACAROMINISTROJOAQUIMEOSTF

Tempos atrás lancei a campanha "Vamos abraçar o ministro Joaquim Barbosa e o STF". De todos os cantos do país surgiram mensagens de apoio, bem como também, manifestações contrárias. Joaquim Barbosa é assim. Está mais ou menos para aquela campanha do Brasil 70: 'Ame-o ou Deixo-o'. É certo, contudo, que o grupo que integra os do "Ame-o", aumenta dia-a-dia Brasil afora. Não adianta a campanha imoral, injusta e racista que movem contra ele. É como se a cada lance, torcedores da agremiação dos apoiadores dos condenados do processo mensalão atirassem bananas racistas em sua direção a cada lance da vida do ministro. Se vai a um restaurante em Brasília, aparecem assessores de deputados petistas perseguindo-o ridiculamente. Se vai à Camara dos Deputados, aparece um deputado petista vice presidente petista acenando desrespeitosamente, logo depois se enrolando em tramas doleiras de lava a jato. Se deixa em cana aqueles que lá devem estar, quase fundando o núcleo petista da Papuda, boa parte do Brasil o aprova. Há racismo na campanha contra o ministro Joaquim, tão ofensivo quantas as bananas atiradas em direção ao jogador Daniel e tantos outros. Em resposta, de norte a sul do país, brasileiros e brasileiras lamentam-se da decisão sábia de a nada concorrer, a não ser a ser um excelente ministro do STF, o primeiro negro a presidir aquele órgão, e que cada vez mais, consegue mais e mais apoio para seus atos de independência e firmeza. Sim, vamos todos abraçar o ministro Joaquim Barbosa e o STF. #vamostodosabracaroministrojoaquimeostf

Humberto Adami
Advogado e Mestre em Direito.
humbertoadami@gmail.com
 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

FERIADO ZUMBI NO RIO SEGUE EM PERIGO


Prossegue em perigo o Feriado de Zumbi dos Palmares, no Estado do Rio de Janeiro, em face da ADI 4091 Ação Direta de Inconstitucionalidade arguída por Confederação Nacional do Comérciode Bens, Serviços e Turismo - CNC, sustentada pelo FECOMÉRCIO - Federação do Comécio dos Estado do Rio de Janeiro, desde o ano de 2008. Funcionam pela manutenção do feriado, em amicus curiae - Amigo da Corte, o IARA INSTITUTO DE ADVOCACIA RACIAL, e o Clube Palmares de Volta Redonda. Com o anúncio do chamado "Projeto Primavera Jurídica", feito com grande celebração por um setor do movimento negro, por email, aguardava-se uma revoada de entidades seguindo em direção ao STF, para a defesa do Feriado. O que se viu foi ao contrário, com a negativa do Ministro Teoni Zavascki  em aceitar as duas únicas entidades que se propuseram a somar esforços. O feriado segue  em grande perigo, se que se tomem providências mais concretas. Passa da hora de uma entidade nacional que possa ajuizar demandas propositivas no STF, ao invés da costumeira atitude reativa. Ademais, as associações "nacionais", em sua maioria, revestem-se de características regionais ou partidárias, deixando ao léu os interesses afrodescendentes. Alerte-se ao Governador Pezão, eis que o julgamento está próximo e medidas jurídicas simples podem salvar o feriado e evitar o constrangimento internacional. Estaremos na Tribuna do STF!

HUMBERTO ADAMI 
ADVOGADO E MESTRE EM DIREITO

IARA INSTITUTO DE ADVOCACIA RACIAL E AMBIENTAL 

VEJA AQUI:
DESPACHO DO MINISTRO TEORI ZAVASKI

ADI 4091 - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Processo físico)

[Ver peças eletrônicas]
Origem:RJ - RIO DE JANEIRO
Relator:MIN. TEORI ZAVASCKI
REQTE.(S)CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO - CNC 
ADV.(A/S)ORLANDO SPINETTI DE SANTA RITA MATTA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
INTDO.(A/S)ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
AM. CURIAE.INSTITUTO DE ADVOCACIA RACIAL E AMBIENTAL - IARA 
ADV.(A/S)SHIRLEY RODRIGUES RAMOS 
AM. CURIAE.CLUBE PALMARES DE VOLTA REDONDA - CPVR 
ADV.(A/S)HUMBERTO ADAMI SANTOS JÚNIOR 
AM. CURIAE.FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FECOMÉRCIO-RJ 
ADV.(A/S)CRISTIANO DE LIMA BARRETO DIAS 


Veja o processo no STF


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quinta-feira, 8 de maio de 2014

FERIADO ZUMBI NO RIO SEGUE EM PERIGO


Prossegue em perigo o Feriado de Zumbi dos Palmares, no Estado do Rio de Janeiro, em face da ADI 4091 Ação Direta de Inconstitucionalidade arguída por Confederação Nacional do Comérciode Bens, Serviços e Turismo - CNC, sustentada pelo FECOMÉRCIO - Federação do Comécio dos Estado do Rio de Janeiro, desde o ano de 2008. Funcionam pela manutenção do feriado, em amicus curiae - Amigo da Corte, o IARA INSTITUTO DE ADVOCACIA RACIAL, e o Clube Palmares de Volta Redonda. Com o anúncio do chamado "Projeto Primavera Jurídica", feito com grande celebração por um setor do movimento negro, por email, aguardava-se uma revoada de entidades seguindo em direção ao STF, para a defesa do Feriado. O que se viu foi ao contrário, com a negativa do Ministro Teoni Zavascki  em aceitar as duas únicas entidades que se propuseram a somar esforços. O feriado segue  em grande perigo, se que se tomem providências mais concretas. Passa da hora de uma entidade nacional que possa ajuizar demandas propositivas no STF, ao invés da costumeira atitude reativa. Ademais, as associações "nacionais", em sua maioria, revestem-se de características regionais ou partidárias, deixando ao léu os interesses afrodescendentes. Alerte-se ao Governador Pezão, eis que o julgamento está próximo e medidas jurídicas simples podem salvar o feriado e evitar o constrangimento internacional. Estaremos na Tribuna do STF!

HUMBERTO ADAMI 
ADVOGADO EM MESTRE EM DIREITO

IARA INSTITUTO DE ADVOCACIA RACIAL E AMBIENTAL 

VEJA AQUI:
DESPACHO DO MINISTRO TEORI ZAVASKI

ADI 4091 - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Processo físico)

[Ver peças eletrônicas]
Origem:RJ - RIO DE JANEIRO
Relator:MIN. TEORI ZAVASCKI
REQTE.(S)CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO - CNC 
ADV.(A/S)ORLANDO SPINETTI DE SANTA RITA MATTA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
INTDO.(A/S)ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
AM. CURIAE.INSTITUTO DE ADVOCACIA RACIAL E AMBIENTAL - IARA 
ADV.(A/S)SHIRLEY RODRIGUES RAMOS 
AM. CURIAE.CLUBE PALMARES DE VOLTA REDONDA - CPVR 
ADV.(A/S)HUMBERTO ADAMI SANTOS JÚNIOR 
AM. CURIAE.FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FECOMÉRCIO-RJ 
ADV.(A/S)CRISTIANO DE LIMA BARRETO DIAS 


Veja o processo no STF

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Carta aberta ao Presidente da Fundação Cultural Palmares Hilton Cobra



Carta aberta ao Presidente da Fundação Cultural Palmares Hilton Cobra

Tendo recebido de Jair Nguni a solicitação de apoio à "'Carta aberta ao Presidente da Fundação Palmares", estou publicando no Blog de Humberto Adami, e suas repercussões, para os efeitos pretendidos. Agradeço a confiança.
Humberto Adami






Jair Nguni
 jair_ngunipb@hotmail.com  


 
para iara
 
Peço apoio do IARA para que essa carta seja divulgada para os movimentos negros do Brasil.
Axé!





Carta aberta ao Presidente da Fundação Cultural Palmares Hilton Cobra


Caro senhor Hilton Cobra,  estamos ansiosos para saber de sua resposta com relação ao convite que fizemos para  vossa  senhoria palestrar  na terceira edição do  Projeto Agosto Para a Igualdade Racial. O convite feito  por  E- mail  no dia 27 de março, se quer foi respondido até hoje e isto é muito estranho e não condiz com a  prática política, muito menos com o comportamento administrativo  de uma instituição  tão séria e organizada como  a Fundação Cultural Palmares, a qual sempre foi zelosa e respeitosa com as demandas do Movimento Negro Brasileiro.  No ano passado,  infelizmente, o senhor não pôde comparecer ao nosso evento por conta de uma agenda repleta de atividades em função do aniversário da FCP, segundo informações prestadas pela senhora  Martha Rosa, chefe de gabinete desta importante instituição de combate ao racismo e valorização da cultura afro-brasileira. Todavia, como o senhor não podia palestrar em Campina Grande,  a decisão sabia de enviar no seu lugar a professora Martha Rosa foi acertada e gentilmente compreendemos sua preocupação em valorizar o nosso evento, apesar de não  ter podido  comparecer para  nos  prestigiar como em outrora  fez o Ex- presidente da Fundação Cultural Palmares Eloi Ferreira.
O  nosso Projeto Agosto Para a Igualdade Racial deste ano já não vai poder contar com apoio e patrocínio da Fundação Cultural Palmares, o que achamos algo inaceitável, pois a única coisa que  pleiteamos  era uma passagem aérea e hospedagem para o ativista Hamilton Borges, tendo em vista ser ele um dos maiores militantes do movimento negro do Brasil. A  negativa rápida  da FCP para  não apoiar nosso projeto  faz essa instituição caminhar na contramão da história,  já que o Brasil é um dos países mais racistas do mundo. Saiba  que  Hamilton Borges é  na sociedade contemporânea brasileira um reconhecido e destacado militante da luta contra o extermínio da juventude  negra, assim como um atuante  defensor dos  direitos humanos de nossa população negra e pobre das periferias do Brasil. Logo,  pedimos encarecidamente ao senhor que possa  rever essa questão junto com  toda  sua competente equipe de trabalho, visto que  sabemos o quanto será importante para o engrandecimento do nosso evento poder contar com o apoio material, político e institucional da Fundação Cultural Palmares nessa luta contra o genocídio da juventude negra em nosso estado.
Senhor  Hilton Cobra, lamentavelmente, Campina Grande segundo dados do Mapa da Violência de 2012, a nossa cidade ocupa a vigésima quarta colocação no país em assassinatos brutais  contra jovens  negros. A militância negra de Campina Grande tem feito um esforço gigantesco para reduzir essa triste estatística, por meio de seminários e participando de eventos no sentido de alertar a sociedade para esse verdadeiro genocídio praticado contra a juventude negra campinense e pobre, geralmente moradora de bairros periféricos onde não temos a presença do poder público para  empoderar  essa mesma juventude  afrodescendente com educação de qualidade, moradia decente e áreas de lazer. Assim, diante desse quadro, temos absoluta certeza que o senhor não vai ficar de fora mais uma vez do nosso projeto, visto que sabemos de seu compromisso histórico e político com o fim do racismo, bem como pela  sua  reconhecida luta em defesa da preservação e divulgação do patrimônio cultural africano e afro-brasileiro. Sua presença irá fortalecer, com certeza, a nossa luta pela promoção da igualdade racial, assim como irá contribuir para chamar atenção dos poderes públicos,  mídia e sociedade para todos esses problemas elencados nesta carta.  Para que lhe sirva de inspiração e motivação para que o senhor venha para Campina Grande palestrar. Pelo nosso projeto, caro Hilton Cobra, já passaram personalidades negras como o cantor Chico César, João Jorge do Olodum e Ana Célia do Ilê Aiyê,  além do histórico ativista Severino Lepê do movimento negro de Pernambuco.
Ademais, a sua presença nesse momento torna-se mais importante ainda pelo fato de celebrarmos no nosso evento o centenário de Abdias Nascimento, pois teremos no sábado (dia 9 de agosto) uma palestra que irá debater com o público a vida e obra deste que foi um dos maiores militantes do movimento negro no mundo. Nesse sentido, temos também a convicção de que o senhor enquanto um sério e comprometido  Presidente da Fundação Cultural Palmares irá compreender a relevância social e política de um projeto como esse para nossa comunidade negra. Por outro lado, sabemos que pela sua  história de luta contra o racismo acreditamos que um  Presidente da Fundação Cultural Palmares não irá  ignorar nosso convite,  já que o senhor é uma  respeitada e digna referência nacional de luta pelos direitos de nossa população negra, o que lhe credência  a entrar com dignidade e muito respeito  na história do Movimento Negro de Campina Grande, que  este ano completa  28 anos de luta pela igualdade racial. Com certeza, seria uma grande honra e orgulho para nossa  militância tê-lo no nosso evento, tendo em vista que  seu nome irá  abrilhantar  a  trajetória ousada  e corajosa de luta de  um movimento negro que  já trouxe  Carlos Moore para palestrar em Campina Grande e que foi o grande responsável pela vinda do Afro Olodum  no ano do centenário da abolição, em 1988.
Por  acreditar no  seu compromisso com as demandas do movimento negro brasileiro  e pela  sua luta incansável pela  restauração dos ideais de Zumbi dos Palmares em nossa sociedade. O senhor que sempre lutou por uma política cultural  honesta, inclusiva  e  verdadeiramente democrática neste país. Queremos, à guisa de conclusão, externar publicamente a nossa admiração pelo seu trabalho  e respeito por tudo que o senhor tem feito à frente da  Fundação Cultural Palmares para a nossa população negra, sabendo que temos um largo e árduo caminho a percorrer nessa  nossa luta diária contra o racismo desumano e cruel, historicamente construído para deixar a  segunda maior  população negra do mundo  a viver  com  uma  cidadania de segunda classe neste país. Assim sendo, renovamos aqui nosso convite para que o senhor também venha conosco celebrar os 40 anos do Ilê Aiyê quando teremos em Campina Grande a presença desse grande pilar da história e cultura dos  povos  africanos em Salvador- o senhor Antonio Carlos dos Santos ( Vovô do Ilê Aiyê ) na condição de palestrante, além do senhor Hamilton Borges que já confirmou presença no nosso Projeto Agosto Para a Igualdade Racial.

Autor : Jair Nguni- historiador e militante do Movimento Negro de Campina Grande.

Carta aberta ao Presidente da Fundação Cultural Palmares Hilton Cobra

Tendo recebido de Jair Nguni a solicitação de apoio à "'Carta aberta ao Presidente da Fundação Palmares", estou publicando no Blog de Humberto Adami, e suas repercussões, para os efeitos pretendidos. Agradeço a confiança.
Humberto Adami






Jair Nguni
 jair_ngunipb@hotmail.com  


para iara
Peço apoio do IARA para que essa carta seja divulgada para os movimentos negros do Brasil.
Axé!





Carta aberta ao Presidente da Fundação Cultural Palmares Hilton Cobra


Caro senhor Hilton Cobra,  estamos ansiosos para saber de sua resposta com relação ao convite que fizemos para  vossa  senhoria palestrar  na terceira edição do  Projeto Agosto Para a Igualdade Racial. O convite feito  por  E- mail  no dia 27 de março, se quer foi respondido até hoje e isto é muito estranho e não condiz com a  prática política, muito menos com o comportamento administrativo  de uma instituição  tão séria e organizada como  a Fundação Cultural Palmares, a qual sempre foi zelosa e respeitosa com as demandas do Movimento Negro Brasileiro.  No ano passado,  infelizmente, o senhor não pôde comparecer ao nosso evento por conta de uma agenda repleta de atividades em função do aniversário da FCP, segundo informações prestadas pela senhora  Martha Rosa, chefe de gabinete desta importante instituição de combate ao racismo e valorização da cultura afro-brasileira. Todavia, como o senhor não podia palestrar em Campina Grande,  a decisão sabia de enviar no seu lugar a professora Martha Rosa foi acertada e gentilmente compreendemos sua preocupação em valorizar o nosso evento, apesar de não  ter podido  comparecer para  nos  prestigiar como em outrora  fez o Ex- presidente da Fundação Cultural Palmares Eloi Ferreira.
O  nosso Projeto Agosto Para a Igualdade Racial deste ano já não vai poder contar com apoio e patrocínio da Fundação Cultural Palmares, o que achamos algo inaceitável, pois a única coisa que  pleiteamos  era uma passagem aérea e hospedagem para o ativista Hamilton Borges, tendo em vista ser ele um dos maiores militantes do movimento negro do Brasil. A  negativa rápida  da FCP para  não apoiar nosso projeto  faz essa instituição caminhar na contramão da história,  já que o Brasil é um dos países mais racistas do mundo. Saiba  que  Hamilton Borges é  na sociedade contemporânea brasileira um reconhecido e destacado militante da luta contra o extermínio da juventude  negra, assim como um atuante  defensor dos  direitos humanos de nossa população negra e pobre das periferias do Brasil. Logo,  pedimos encarecidamente ao senhor que possa  rever essa questão junto com  toda  sua competente equipe de trabalho, visto que  sabemos o quanto será importante para o engrandecimento do nosso evento poder contar com o apoio material, político e institucional da Fundação Cultural Palmares nessa luta contra o genocídio da juventude negra em nosso estado.
Senhor  Hilton Cobra, lamentavelmente, Campina Grande segundo dados do Mapa da Violência de 2012, a nossa cidade ocupa a vigésima quarta colocação no país em assassinatos brutais  contra jovens  negros. A militância negra de Campina Grande tem feito um esforço gigantesco para reduzir essa triste estatística, por meio de seminários e participando de eventos no sentido de alertar a sociedade para esse verdadeiro genocídio praticado contra a juventude negra campinense e pobre, geralmente moradora de bairros periféricos onde não temos a presença do poder público para  empoderar  essa mesma juventude  afrodescendente com educação de qualidade, moradia decente e áreas de lazer. Assim, diante desse quadro, temos absoluta certeza que o senhor não vai ficar de fora mais uma vez do nosso projeto, visto que sabemos de seu compromisso histórico e político com o fim do racismo, bem como pela  sua  reconhecida luta em defesa da preservação e divulgação do patrimônio cultural africano e afro-brasileiro. Sua presença irá fortalecer, com certeza, a nossa luta pela promoção da igualdade racial, assim como irá contribuir para chamar atenção dos poderes públicos,  mídia e sociedade para todos esses problemas elencados nesta carta.  Para que lhe sirva de inspiração e motivação para que o senhor venha para Campina Grande palestrar. Pelo nosso projeto, caro Hilton Cobra, já passaram personalidades negras como o cantor Chico César, João Jorge do Olodum e Ana Célia do Ilê Aiyê,  além do histórico ativista Severino Lepê do movimento negro de Pernambuco.
Ademais, a sua presença nesse momento torna-se mais importante ainda pelo fato de celebrarmos no nosso evento o centenário de Abdias Nascimento, pois teremos no sábado (dia 9 de agosto) uma palestra que irá debater com o público a vida e obra deste que foi um dos maiores militantes do movimento negro no mundo. Nesse sentido, temos também a convicção de que o senhor enquanto um sério e comprometido  Presidente da Fundação Cultural Palmares irá compreender a relevância social e política de um projeto como esse para nossa comunidade negra. Por outro lado, sabemos que pela sua  história de luta contra o racismo acreditamos que um  Presidente da Fundação Cultural Palmares não irá  ignorar nosso convite,  já que o senhor é uma  respeitada e digna referência nacional de luta pelos direitos de nossa população negra, o que lhe credência  a entrar com dignidade e muito respeito  na história do Movimento Negro de Campina Grande, que  este ano completa  28 anos de luta pela igualdade racial. Com certeza, seria uma grande honra e orgulho para nossa  militância tê-lo no nosso evento, tendo em vista que  seu nome irá  abrilhantar  a  trajetória ousada  e corajosa de luta de  um movimento negro que  já trouxe  Carlos Moore para palestrar em Campina Grande e que foi o grande responsável pela vinda do Afro Olodum  no ano do centenário da abolição, em 1988.
Por  acreditar no  seu compromisso com as demandas do movimento negro brasileiro  e pela  sua luta incansável pela  restauração dos ideais de Zumbi dos Palmares em nossa sociedade. O senhor que sempre lutou por uma política cultural  honesta, inclusiva  e  verdadeiramente democrática neste país. Queremos, à guisa de conclusão, externar publicamente a nossa admiração pelo seu trabalho  e respeito por tudo que o senhor tem feito à frente da  Fundação Cultural Palmares para a nossa população negra, sabendo que temos um largo e árduo caminho a percorrer nessa  nossa luta diária contra o racismo desumano e cruel, historicamente construído para deixar a  segunda maior  população negra do mundo  a viver  com  uma  cidadania de segunda classe neste país. Assim sendo, renovamos aqui nosso convite para que o senhor também venha conosco celebrar os 40 anos do Ilê Aiyê quando teremos em Campina Grande a presença desse grande pilar da história e cultura dos  povos  africanos em Salvador- o senhor Antonio Carlos dos Santos ( Vovô do Ilê Aiyê ) na condição de palestrante, além do senhor Hamilton Borges que já confirmou presença no nosso Projeto Agosto Para a Igualdade Racial.

Autor : Jair Nguni- historiador e militante do Movimento Negro de Campina Grande.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Sobre macacos e bananas.... #somostodosmacacos

Mandar foto no facebook comendo banana, e dizendo "#somostodosmacacos" é mole. Discutível, mas mole. Quero ver o cabra parar na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, duas da manhã, naquela blitz da PM que só tem aquela patrulhinha na redondeza, e nem uma alma viva para testemunhar, e voce encontrar com o sargento negão, aborrecido e de maus bofes, acompanhado de um cabo e um soldado, não menos aborrecidos e não menos negões, e voce sair do carro com uma bananinha na mão, dizendo alegremente: "Sargento, já que somos todos macacos ....." Não vai dar tempo nem de dizer "eu trouxe um presentinho para comermos aqui!", pois o bofetão, penso, vai comer solto, anexado ao flagrante de desacato e racismo, ou um BO de auto de resistência. Vai lá que eu quero ver! #somostodoshumanos
Humberto Adami