segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
MP FEDERAL INTERVIRÁ EM REINTEGRAÇÃO DO QUILOMBO DO SACOPÃ
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Obama, as cotas e o CNJ
Questão racial não está bem resolvida na magistratura
Se alguém tinha dúvida quanto à eficácia da política de cotas raciais, a posse de Barack Hussein Obama é uma resposta lapidar: o homem mais poderoso do país mais rico e poderoso do mundo é um afro-descentente. A força icônica dessa imagem é transcendental.
É evidente que isso não foi fruto do acaso. Foi necessário um processo profundo, de políticas proativas por anos a fio, que mergulharam nas entranhas mais recônditas da cultura e da alma anglo-saxã e branca dos Estados Unidos da América.
Da mesma forma, o Judiciário brasileiro precisa enfrentar com coragem e transparência essa questão. Basta ver o número de negros aprovados nos concursos de juízes, para evidenciar que a questão racial não está bem resolvida na magistratura nacional. A política de cotas é eficiente sobretudo para lidar com a discriminação cultural. No Brasil, as estatísticas já demonstram que o aproveitamento dos alunos egressos de cotas é similar ao dos demais estudantes.
A par disso, o que se percebe é que vem crescendo no Brasil uma reação dissimulada contra a idéia das cotas raciais, qual seja, a das chamadas cotas sociais', amparadas na idéia da lendária democracia racial brasileira. Para os defensores de tal idéia, no Brasil a desigualdade é apenas social e não racial.
As chamadas cotas sociais, além de varrerem para debaixo do tapete a sujeira da discriminação racial brasileira, são, elas sim, um atestado da incompetência política para lidar com o ensino público. O ensino público de qualidade requer investimentos e prioridade nos orçamentos. Os resultados desses investimentos são sentidos de forma imediata. Por que razão a universidade pública pode ser boa e o ensino médio e fundamental não?
Na questão social o mais adequado é atuar no sentido da universalização imediata das prestações estatais de qualidade. A má distribuição dos recursos públicos é uma questão eminentemente republicana, isto é, envolve apenas a gestão política da Administração Pública. Já na seara da discriminação racial o problema é mais complexo, pois envolve também a intimidade das convicções privadas, e tem resultados apenas no longo prazo.
Se uma intervenção de política pública tradicional e redistributiva já é extremamente complexa e encontra resistências de toda ordem,imaginem como isso se potencializa quando está envolvida também a questão cultural, que excede a pura estatalidade.
O Conselho Nacional de Justiça não pode continuar a fazer vista grossa para o problema racial no Judiciário. O seu papel de condutor das políticas públicas judiciárias, função que vem desenvolvendo com excelentes resultados concretos, deve ser orientado, o mais rápido possível, a exigir dos Tribunais brasileiros a combater de forma positiva, imediata e concreta a odiosa, hedionda e velada discriminação racial.
OBAMA
OBAMA O presidente do Instituto Brasileiro de Advocacia Racial, Humberto Adami, está enviando mensagens aos profissionais de direito, principalmente os da raça negra, sobre a eleição e posse nos Estados Unidos. Vale a pena ler, OAB de Itapetininga! A propósito: o ex-presidente Bush deveria receber uma condecoração da NASA. Deixou para o sucessor o maior rabo de foguete da história.
Cartas para o colunista: bethoferraz1@hotmail.com http://www.itapedigital.com.br/rol/index.php?option=com_content&task=view&id=3908quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
'Coisa de preto'
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Demóstenes Torres: "O projeto das cotas é um estatuto racista" REVISTA ÉPOCA
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) ganhou fama no Congresso como um parlamentar afeito às investigações das CPIs. Agora, o senador tem empunhado outra bandeira. Demóstenes tornou-se o principal opositor do projeto de lei que cria cotas para negros e índios nas universidades federais. A proposta, já aprovada na Câmara, está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e deve ser levada a votação nas próximas semanas. No fim do ano passado, durante audiência pública para discutir o projeto, Demóstenes disse que é filho de mulata. De pronto, alguém que estava assistindo à sessão gritou: “Por acaso sua mãe era filha de mula?”. Nesta entrevista, ele diz que há patrulhamento por parte dos defensores das cotas e muitos senadores temem votar contra o projeto por medo de ser tachados de racistas.
| ENTREVISTA – DEMÓSTENES TORRES |
| QUEM É Demóstenes Lázaro Xavier Torres, de 48 anos, é senador desde 2003 pelo DEM (antigo PFL) de Goiás. Natural de Anicuns, município do interior de Goiás, tem dez irmãos. Diz ser descendente de negros O QUE FEZ Graduou-se em Direito, foi advogado por um curto período e depois ingressou no Ministério Público de Goiás. Chefiou a instituição por duas vezes. Também foi secretário de Segurança Pública em Goiás. É especialista em Direito Penal |
- Página 1:Demóstenes Torres: "O projeto das cotas é um estatuto racista"
- Página 2 : Demóstenes Torres: "O projeto das cotas é um estatuto racista"
- Politica e Cientificamente Incorreto
Estudos Cientificos feitos em diferentes estados brasileiros demonstram que, geneticamente, as pessoas que se declaram negras ou afrodescendentes tem mais genes de origem "branca" do que muitos que se declaram brancos. O conceito de raça humana tambem nao se aplica, e sim o termo etnias. Sou contra as cotas baseadas na cor da pele, a sociedade brasileira passou por anos de miscigenação e não é possível distinguir brancos e negros. A lógica da reformulação do acesso à educação deveria começar pelo ensino de base. Muitas crianças saem do ensino fundamental como analfabetas funcionais. Depois colocam a culpa desses nao teram acesso ao ensino superior no sistema de vestibular. Se todos
tiverem a mesma educação de base, o mesmo processo de aprendizagem e estimulo intelectual teremos uma sociedade mais produtiva, especializada, com uma elite mais liberal e modernizada. Mas a verdade seja dita: nao é de interesse do Governo transformar os cidadãos em pessoas instruidas, capazes de pensar por si mesmas e, consequentemente, deixar de votar naqueles que sabotam o ensino, a saude e o desenvolvimento brasileiro.
- Cotas Para Negros A cotas para negros vai contra as Lei de Deus e da Nossa Constituição, aonde todos são iguais na Lei e perante Deus, ai vem o Congresso Nacional e faz uma proposta dessa de maneira descriminatoria e racista , eu com catolico que estudei em 5 colegios religiosos me pergunto sera que Deus tambem vai criar uma cota para Negros entrarem no Ceu!!!
O combate ao racismo no trabalho- Sueli Carneiro
| Racismo no Trabalho - Sueli Carneiro | | | |
| 22-Mai-2005 | |
O combate ao racismo no trabalhoSueli Carneiro * Segunda, 23 Maio, 2005 - 00:00
Uma iniciativa pioneira da sociedade civil vem resultando em proposições exemplares de políticas públicas para a inclusão da diversidade racial e de gênero no mercado de trabalho. A Federação Nacional de Advogados (FENAdv) e o Instituto de Advocacia Racial e *Pesquisadora do CNPq e diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra artigo publicado em 22/05/2005 no jornal Correio Braziliense http://www.flacso.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1049&Itemid=47
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