quarta-feira, 11 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

O JUDICIÁRIO DEBATE A DISCRIMINAÇÃO RACIAL- RIO DE JANEIRO - 23.03

No limite da honra

No limite da honra

Rodrigo Oliveira fica de cuecas para tentar entrar na agência

O técnico de RTV (Rádio e Televisão) e estudante de jornalismo, Rodrigo Oliveira, de 28 anos, viveu na última sexta-feira a situação mais constrangedora de sua vida. Impedido pelos seguranças de entrar na agência do banco Itaú, que fica no nº 200 da Estrada do Mendanha, em Campo Grande, onde pretendia fazer um saque e pagar uma conta, ele teve que tirar a roupa para provar que não estava armado. Morador do bairro, ele acredita que os vigilantes e funcionários da agência não o deixaram entrar por acharem que ele seria um assaltante. Na manhã de hoje, Rodrigo foi à 35ª DP (Campo Grande) e registrou queixa contra o banco. O estudante vai processar a instituição financeira.

- Eu sou negro e tenho uma moto twister. Parece que isso assusta, parece que preto não pode ter nada. Eu estava com uma mochila, não podia deixá-la na moto. E na mochila eu levava o meu laptop. Além disso, estava com um rádio de última geração. Fiz o procedimento normal. Tirei o rádio, mostrei o conteúdo da mochila. Coloquei meus pertences na caixinha, mas mesmo assim não me deixaram entrar - lembra.

Após ser barrado pelos seguranças, Rodrigo insistiu em entrar na agência. Ele pretendia fazer um saque e pagar uma ordem da pagamento, que vencia naquele dia. Segundo ele, a gerente do banco foi chamada à porta e o pediu para, mais uma vez, retirar os objetos metálicos da roupa.

- Tive que fazer tudo de novo. Mesmo assim não me deixaram entrar. Eles acharam que eu ia assaltar o banco. Foi me dando uma agonia e, numa forma de protesto, eu tirei a roupa para mostrar que não estava armado. Eu só queria pagar uma conta - explica Rodrigo.

Em seguida, o técnico de RTV ligou para o 190 e solicitou que uma viatura fosse enviada ao banco. O pedido de Rodrigo ao serviço 190 foi registrado com o número 1350196. Minutos depois, policiais militares de uma cabine próxima à agência foram chamados. Mas segundo Rodrigo, eles informaram que não podiam ajudar e que era melhor esperar a viatura acionada pelo serviço 190. Contudo, de acordo o estudante, a viatura nunca chegou.

- Foi uma situação extremamente constrangedora. As pessoas foram se aglomerando na porta do banco e queriam saber porque não não me deixavam entrar. Eu me identifiquei, mostrei que não tinha arma, que não representava nenhuma periculosidade, mas mesmo assim me negaram de entrar no banco - reclama.

Rodrigo ficou na porta do banco até as 15h30, quando decidiu ir para casa tentar, por telefone, alterar a data do pagamento da conta.

- No final, os seguranças viravam a cara para mim. Até agora não consegui pagar a ordem de pagamento - conta.

Na manhã de hoje, o estudante foi à 35ª DP registrar queixa contra o banco e levou testemunhas. O caso foi registrado como "fato atípico". Rodrigo Oliveira vai recorrer à Justiça.

- Fui vítima de uma discriminação e vou processar o banco. Coisas desse tipo não podem acontecer - acredita Rodrigo.

Por meio de sua assessoria de comunicação, o Itaú comentou o caso. Veja a nota na íntegra:

"O Banco Itaú informa que a triagem na porta giratória é necessária para atender requisitos de segurança com mecanismo automático de travamento que independe da atuação de vigilantes ou funcionarios. As equipes de vigilantes das agências são treinadas para tratar estas situações de forma respeitosa e com rapidez. Caso o travamento se repita por duas vezes o gerente é chamado e após identificação libera a entrada do cliente. O Itaú ressalta também que, seguindo seu código de ética disponível no site www.itau.com.br, não pratica e nem estimula qualquer atitude que discrimine pessoas em função de gênero, etnia, raça, religião, classe social, idade, orientação sexual, incapacidade física ou qualquer outro atributo".

http://oglobo.globo.com/rio/bairros/post.asp?t=no-limite-da-honra&cod_Post=167135&a=357

Estados Unidos vão boicotar conferência da ONU sobre racismo

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX COMENTÁRIO: A NOTÍCIA DA DECISÃO DO GOVERNO AMERICANO É DESANIMADORA, POR TODOS OS MOTIVOS, UMA VEZ QUE SÃO GRANDES AS ESPERANÇAS DO MUNDO, NAS NOVAS POSIÇÕES DE BARACK OBAMA. NÃO ESTAR NA DISCUSSÃO, É LAMENTÁVEL. HUMBERTO ADAMI. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mike Segar/Reuters
A reunião da ONU está marcada para Abril em Genebra
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http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367109 Críticas a Israel no encontro de Genebra
Estados Unidos vão boicotar conferência da ONU sobre racismo
28.02.2009 - 12h14 PÚBLICO
Israel felicitou-se hoje pela decisão dos Estados Unidos de boicotarem a Conferência Durban II das Nações Unidas sobre racismo, descrevendo o encontro como “anti-semita”. Um responsável do Departamento de Estado confirmou ao jornal “Washington Post” que os EUA decidiram não participar por se oporem ao documento que estará em discussão. No início de Fevereiro, uma delegação norte-americana esteve em Genebra, onde decorrerá o fórum de Abril, para participar nas negociações preliminares da conferência. Os EUA discordaram com o conteúdo previsto, considerando que o texto individualiza injustamente Israel como alvo de críticas. “Infelizmente, o documento que está a ser negociado foi de mal a pior”, disse ao “Post” o responsável do Departamento de Estado. “Como resultado, os EUA não vão participar nas negociações futuras ao texto nem numa conferência que se baseie neste texto.” “A coberto da luta contra o racismo, esta conferência é anti-semita e anti-israelita. A decisão dos EUA deve servir de exemplo a outros países que partilhem os nossos valores”, declarou a ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, num comunicado, citado pela agência AFP. “Felicito os EUA por esta decisão, que prova que a Administração americana é fiel aos seus compromissos com Israel. É uma prova suplementar dos laços estreitos que unem os nossos dois países”, comentou também em comunicado Sylvan Shalom, deputado do partido Likud. O encontro marcado para Abril tem como objectivo rever os progressos da declaração da Cimeira Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância, de 2001, realizada em Durban, na África do Sul. EUA e Israel abandonaram essa conferência a meio, em protesto contra o que disseram ser os preconceitos contra os israelitas. Desta vez, pelo menos EUA, Israel e Canadá não vão participar. http://humbertoadami.blogspot.com/2009/03/estados-unidos-vao-boicotar-conferencia.html

SEMINÁRIO “MÃE BEATA DE IYEMONJÁ E A MEMÓRIA CULTURAL

SEMINÁRIO “MÃE BEATA DE IYEMONJÁ E A MEMÓRIA CULTURAL

PRESERVANDO A ANCESTRALIDADE”.

14 E 15 DE MARÇO DE 2009 – 10h AS 17h

ILE OMIOJUARO

Rua Francisco Antonio do Nascimento, nº 42.

Bairro Miguel Couto – Nova Iguaçu.

Contatos: (21) 2886-1432 / (21) 9118-4143.

indecomiojuaro@yahoo.com.br

PROGRAMAÇÃO:

14/03/ 2009 (sábado).

10h – Abertura oficial do seminário – Cânticos e danças afro-brasileiras.

11h – Homenagem a Mãe Beata de Iyemonjá

Entrega de placa pela sua contribuição relevante à cultura afro-brasileira.

11h30min – O papel das líderes religiosas de matriz africana na cultura afro-brasileira. Palestrante: Mãe Beata de Iyemonjá e Adaílton Moreira Costa, Babá Egbé da comunidade de terreiro Ile Omiojuaro, Sociólogo.

12h30min – Almoço.

13h30min – Performance Afro.

14h – Exibição de vídeo-documentário sobre capoeira angola.

14h30min – Capoeira: ginga de corpo e identidade cultural.

Palestrante: Antonio Liberac, capoerista e Prof. Dr. da Faculdade de Cachoeira de São Félix, BA.

15h30min – Lanche.

16h – Candomblé: núcleo de resistência cultural – a importância da divindade Ibeji na sociedade Iorubá.

Palestrante: Gelson Oliveira, Asogbá do Ile Omiojuaro e pesquisador.

17h – Encerramento: Grupo de samba de roda do Ile Omiojuaro – “Odo Lailai”.

15/03/2009 (domingo)

10h– O povo do samba – ícones e suas histórias.

Palestrante: Prof. Drª Helena Theodoro – Universidade Veiga de Almeida / UVA-RJ.

11h – Cinema: elemento de expressão da cultura afro-brasileira.

Palestrante: Gustavo Mello, Omo Orisá do Ile Omiojuaro e ator.

12h – Almoço.

13h– A Performance e a Afro-Brasilidade.

Palestrante: Zeca Ligiéro, Mogbá Sango do Ile Omiojuaro, Prof. Dr. UNIRIO, coordenador do NEPAA – Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias.

14h – TEN – Teatro Experimental do Negro: suas experiências sobre a teatralidade brasileira.

Palestrante: Marcos Serra, Omo Orisá do Ile Omiojuaro, Ator, arte-educador e pesquisador do NEPAA/UNIRIO – Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

15h – Homenagem ao Mestre Abdias do Nascimento.

16h – Religião afro-brasileira e educação multicultural.

Palestrante: Stela Guedes Caputo, Prof. Drª UERJ.

17h - Encerramento

REALIZAÇÃO:

Ilê Omiojuaro:

sexta-feira, 6 de março de 2009

MP cobra história indígena e afro-brasileira nas escolas

Quero ver o IARA - INSTITUTO DE ADVOCACIA RACIAL E AMBIENTAL ingressando com ações em conjunto com o MP, em todo o Brasil. Na verdade, muito dessa mobilização existe, sem dúvida, em face da movimentação de entidades do Movimento Negro, lideradas pelo IARA, o que pode ser auferido em www.iara.org.br , ou no site da PFDC-MPF. Disponibilizaremos, em breve, os números do inquéritos civis públicos, de todos os municípios brasileiros, que apuram o cumprimento das leis 10.639 e 11.654, bem como, os documentos oriundos dos Procuradores de Justiça estaduais, fornecidos ao CNMP - Conselho Nacional de Ministério Público. Impossível deixar de comentar que o que se vê sendo lecionado, em sua grande maioria, é a História da Escravidão do Negro no Brasil. HUMBERTO ADAMI www.adami.adv.br MP cobra história indígena e afro-brasileira nas escolas
Quarta-feira, 04 de Março de 2009 13:42
O Ministério Público poderá responsabilizar por descumprimento de Lei Federal os municípios que não incluírem nos currículos escolares o estudo da história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas. A cobrança é baseada na Lei 10.639, de 2003, ampliada pela Lei 11.645 de 2008. Segundo a determinação, a inclusão das disciplinas afro-brasileira e dos povos indígenas na grade escolar é obrigatória. Para assegurar o cumprimento dessa resolução, promotores de justiça estão requisitando dos gestores municipais informações a respeito do currículo escolar, e sobre as providências adotadas para a implementação da lei. Por conta da necessidade de aplicar a lei nas escolas, A CNM (Confederação Nacional de Municípios) alertou os municípios para reverem o currículo escolar e adotar providências para a inclusão do ensino do conteúdo sobre as histórias e as culturas afro-brasileiras e indígenas, a fim de cumprir o estabelecido pela legislação federal. http://humbertoadami.blogspot.com/2009/03/mp-cobra-historia-indigena-e-afro.html